Vem aí o #ProjetoRunning4ever

Vem aí o #ProjetoRunning4ever

SILVIA HERRERA

26 de fevereiro de 2018 | 08h39

A partir de agora começa esse desafio, que tem como objetivo finalizar bem uma corrida rua 6K até junho e uma 10K, até dezembro. Para isso contarei com ajuda de profissionais da educação física, da fisioterapia e do método Gyrotonic, para prevenção de lesões e ter uma melhor consciência corporal para correr, aos poucos, cada vez mais longe e por toda a vida.  #corridaderua #BlogCorridaparaTodos

Para ajudar nesse projeto procurei uma das fisioterapeutas que mais entendem de consciência corporal no mundo, a máster trainer em Gyrotonic Roberta Quinn. Os treinos de corrida de rua são com a Run & Fun, que é patrocinada pela Mizuno, que treino há dois anos; e o trabalho de musculação com máquinas é na Blue Fit Academia, unidade Morumbi, parceira desde o desafio do ano passado.

Roberta Quinn

Para celebrar essas conquistas, escolhi a melhor 6K do Brasil. A Family Run que acontece dentro da Maratona Internacional do Rio, marcada para 3 de junho. Antes, no próximo domingo vou correr uma 4K, a 1ª Corrida e Caminhada Empreenderas em Ação. E em maio, pretendo correr 5K na Wings for Life World Run, também no Rio. Para fechar o projeto, devo correr no início de dezembro os 10K da Maratona do Reggae, na Jamaica. E no meio do segundo semestre, duas corridas em trilha, como parte do treino. A princípio a XTerra Ilhabela, de 8,5K, no final de agosto; e o trajeto de 9K da etapa Paranapiacaba, do Circuito de Montanhas, em outubro.

Consciência corporal

Roberta aprendeu o método revolucionário do Gyrotonic nos EUA e forma professores em todo mundo. Entre seus pacientes, atletas e corredores de rua amadores.  Nossa primeira aula foi em 23 de fevereiro. “Pela primeira vez a Silvia teve a consciência da descarga de peso no pé, ela percebeu que tem predominância na perna esquerda. Depois partimos para a consciência corporal dos ísquios (ossos da bacia), com exercícios sentada, usando a força da pelve e dos abdominais profundos para mobilizar toda a coluna vertebral; também trabalhamos a postura e o equilíbrio muscular”, explica Roberta, que já passou lição de casa para eu fazer todos os dias.

Os treinos com a Run & Fun são três vezes por semana, dois deles presenciais no Parque Severo Gomes, que atualmente está fechado por conta da febre amarela, mas devidamente vacinados continuamos treinando nas imediações.  E a musculação, trabalho de fortalecimento, duas vezes por semana na Blue Fit.  Ou seja, um dia de off por semana. Vou contar aqui no blog, uma vez por mês, progresso dessa jornada, rumo à saúde, com muito esporte.

Primeiro Passo

Quem acompanhou o #Desafio5KoRetorno no ano passado conferiu meus passos para a recuperação de um edema gigante no joelho esquerdo, que por pouco não terminou numa fratura por estresse. Foram meses de recuperação e muita fisioterapia.

Quando enfim recebi alta, senti dores já no primeiro treino e fui alertada pelo fisioterapeuta Bernardo Sampaio, do Instituto Trata Guarulhos, que me submeteu a uma avaliação cinemática 2D, que teria que reaprender a correr e fortalecer ainda mais as pernocas. Respirei fundo e segui à risca o tratamento indicado pelo fisioterapeuta Márcio Daniel e toda equipe do Instituto Trata Moema. Em dois meses consegui votar a correr, uma 5K. Limite máximo liberado pelo ortopedista à época.

Comecei a correr nos anos 90, influenciada por amigos. Sem orientação nenhuma corríamos três vezes por semana no Parque do Ibirapuera e aos sábados íamos pedalando pra USP. Nessa época eram raras as corridas aos finais de semana. No entanto, fui atropelada em 1993 e fiquei um ano internada. Voltei aos poucos. Corri minha primeira meia maratona em 2002, na época meu recorde pessoal era 51 minutos cravados no 10K. Corri minha primeira maratona em 2005, quebrei no KM 34, andei 1K, mas consegui finalizar em 5 horas e 27 minutos. Perdi cinco quilos durante essa maratona e as dores eram no corpo inteiro. Em seguida engravidei e após o nascimento de meu filho voltei a correr, sem treino algum, numa 10K da Nike – a amarela. Corri levando meu bebê no carrinho três provas. Teve corredoras que me criticaram em um Circuito das Estações – disseram para mim durante a corrida que era um absurdo levar para correr um bebê no carrinho. Ainda bem que os tempos mudaram, hoje isso é normal.

Em 2007 começaram os problemas nos joelhos – uma ruptura total do ligamento do cruzado anterior. Fiz duas cirurgias e, desde então, estou proibida de correr mais de 10K. Não obedeci, corri quatro 21K, a última delas a Meia Maratona feminina da Nike, no circuito olímpico, em 2016. No ano passado, paguei a fatura pelo excesso. Por isso lancei o #Desafio5KoRetorno e agora o #ProjetoRunning4ever. Conto com o apoio, carinho e a motivação de vocês, caros leitores, que sempre me incentivam com mensagem de apoio.

Confira no vídeo abaixo como foi a primeira aula de Gyrotonic com Roberta Quinn:

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