Volta ao Mundo pela fibrose cística

Volta ao Mundo pela fibrose cística

A meta é completar 40 mil km em atividades esportivas para divulgar essa doença genética ainda sem cura

SILVIA HERRERA

03 de novembro de 2021 | 16h03

Uma causa nobre exige um desafio ousado: uma volta ao mundo (40 mil km) pela fibrose cística. A ideia foi desenvolvida pelo Instituto Unidos pela Vida, uma das melhores ONGs do Brasil, que acaba de completar 10 anos de jornada. O objetivo é divulgar essa doença genética ainda sem cura. O desafio termina dia 22 de novembro. Os interessados podem baixar gratuitamente o aplicativo Equipe de Fibra, disponível para Android e iOS, pagar a inscrição no valor de R$10,90 (totalmente revertido para ações de conscientização sobre a fibrose cística) e  escolher entre as modalidades de caminhada, corrida, bicicleta ou outros esportes que calculem quilometragem percorrida.

O valor da inscrição é 100% revestido para a causa

“A atividade física é parte fundamental do tratamento para a fibrose cística e a Equipe de Fibra foi criada justamente para incentivar a prática regular de exercícios físicos entre as pessoas diagnosticadas com a doença. Já são 10 anos de trabalho e hoje temos pessoas do grupo em diversas regiões do Brasil, sendo a maioria praticando corrida. O desafio Volta ao Mundo pela Fibrose Cística foi criado como mais um incentivo para essa prática, e temos tido um retorno incrível, com relatos de pessoas que realmente se empolgaram pra incluir a atividade física no seu dia a dia por conta disso. E com o intuito de envolver mais pessoas na divulgação da doença, decidimos que ele poderia ser feito não apenas por quem corre, mas também quem faz caminhada, ciclismo e outras modalidades esportivas. Com isso pretendemos continuar movimentando e impactando muitas vidas no Brasil e mundo afora”, explica  Cristiano Silveira, coordenador da Equipe de Fibra e diretor de Políticas Públicas e Advocacy do Instituto Unidos pela Vida.

A fibrose cística é uma doença genética rara, ainda sem cura, que tem como principais sintomas tosse crônica, pneumonia de repetição, diarreia, pólipos nasais, suor mais salgado que o normal e dificuldade para ganhar peso e estatura. Quem tem fibrose cística precisa, como parte de seu tratamento, realizar atividade física para melhorar seu condicionamento cardiorrespiratório e sua capacidade pulmonar. No Brasil, estima-se que a doença atinja um a cada 10 mil nascidos vivos, mas apenas cerca de 6 mil pessoas estão diagnosticadas e em tratamento no país.

A largada foi em agosto e até 3 de novembro já eram 35.319 km alcançados por mais de 300 participantes, em 7 países. Por enquanto, o Brasil está em primeiro e entre as cidades, São Paulo. Fica a critério do participante quantas vezes irá praticar a atividade física, não há limites de tempo ou percurso a ser percorrido individualmente, e a pessoa poderá computar seus dados no aplicativo durante todo o período do desafio. Sugere-se que cada participante faça de acordo com sua condição de saúde, respeitando as regras sanitárias da sua região. “Nosso maior objetivo é fazer com que a fibrose cística se torne mais conhecida, para que mais pessoas possam ter acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce”, explica Verônica Stasiak Bednarczuk de Oliveira, fundadora e diretora executiva do instituto.

Premiação

Os 100 primeiros colocados no ranking geral, ou seja, que tiverem a maior quilometragem cadastrada, receberão um certificado de participação; os três primeiros colocados no ranking geral e os três primeiros do ranking “Pessoa com FC”, residentes em território brasileiro, receberão também um troféu. Tanto o aplicativo da Equipe de Fibra quanto o hotsite do desafio estão disponíveis em português, inglês e espanhol. Clique aqui para mais informações.

 

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