Wings For Life World Run incentiva corridas virtuais

Wings For Life World Run incentiva corridas virtuais

SILVIA HERRERA

25 de março de 2019 | 11h39

No dia 5 de maio às 8h, quem não puder correr no Rio pode escolher correr virtualmente, sozinho ou em grupo, em vários locais no Brasil. Em São Paulo já são três opções. #WingsForLifeWorldRun #corridabeneficente #BlogCorridaParaTodos

Patrocinada pela RedBull, a prova é global e beneficente. O dinheiro das inscrições vai para as pesquisas para a cura da lesão medular, para que milhares de pessoas, na maioria vítima de acidentes, voltem a andar. Atualmente a ONG Wings For Life está patrocinando 67 pesquisas em 15 países.

A inscrição da corrida carioca custa R$ 130. Nas virtuais, a inscrição custa 12 dólares por pessoa, mas atenção – não terá infra-estrutura nem hidratação, é um encontro de corredores em prol da causa. Em São Paulo, por enquanto, é possível se inscrever em grupos no Parque Ibirapuera (Achilles), Parque Villa Lobos (Run Sao Paulo) e na Cidade Universitária (Run Sao Paulo USP).  Há também um grupo de corredores em Porto Velho/RO (Run Porto Velho),  em Eusébio/CE (Run Eusébio). Qualquer um pode criar uma corrida, via app, no site.  Estão para ser fechados grupos em Recife, Belo Horizonte e Curitiba. A organização espera conseguir seis mil inscritos, contando a corrida real e a virtual.

Um dos embaixadores da prova é o atleta Fernando Fernandes, vítima de acidente de carro, em 4 de julho de 2009, tem oito pinos na coluna vertebral. Ele conta que fez sua reabilitação no Distrito Federal, no Hospital Sara Kubitschek. Como sempre foi muito competitivo, durante a reabilitação são começou a correr com a cadeira de rodas. “Vi na TV a propaganda da corrida de São Silvestre e já me animei, pensei quem corre 3k corre 15k”, conta. O médico foi contra, o fisio foi contra, mas um professor de educação física foi a favor e treinaram três meses.

Fabio Piva for Wings for Life World Run/Divulgação

“Quando consegui correr no braço os 15K me perguntaram se eu tinha a cadeira de competição. Claro que não tinha, nem sabia que precisava”, lembra. Fernando ligou para meio mundo até conseguir uma emprestada. Quando chegou o equipamento, ele foi experimentar e descobriu que era de uma menina de 1,60, ele tem 1, 90. “Cheguei em último”, conta. Da li para frente se especializou em canoagem e ganhou tudo. “Quero sempre mais”.

Ele não gosta do termo superação. “Por que se o Bolt vence tudo é talento, o cara é O CARA, e eu faço esportes super complicados e dizem que é superação? Não é superação, é treino, esforço e vou fazer cada vez coisas mais difíceis para provar isso”, acrescenta. Fernando é tetracampeão Mundial  (2009, 2010, 2011 e 2012), Tricampeão Panamericano, Tetracampeão Sul-americano e Tetracampeão  Brasileiro de Paracanoagem.

 

Para se inscrever: https://www.wingsforlifeworldrun.com/  

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