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A história por trás da declaração de Dudu

Fernando Faro

09 de janeiro de 2015 | 17h06

Quando Dudu disse preferir jogar no Corinthians, a declaração causou perplexidade nos são-paulinos não pelo fato do jogador dar sua opinião, mas por ela ir contra aquilo que vinha acontecendo nos bastidores até então.

Isso porque até aquele dia, o jogador conversava frequentemente com dirigentes do Tricolor, e já tinha manifestado interesse em defender o clube; sem negar que o rival também aparecia como uma alternativa interessante.

Foi quando Bruno Paiva ligou para Dudu e disse estar com um representante do Dínamo. Segundo a fonte ouvida pelo blog, o agente disse que o São Paulo havia desistido do negócio e que os ucranianos topariam vendê-lo para o Corinthians desde que ele falasse publicamente que era isso que queria. Segundo Paiva, a declaração de Dudu em 2012 que seria um sonho jogar no São Paulo precisaria ser esquecida. Nada, portanto, melhor do que louvar o “novo” time.

Ao ler as declarações, Gustavo Vieira de Oliveira (gerente de futebol e encarregado de negociar pelo São Paulo) ligou para um representante dos europeus no Brasil e constatou que o encontro com Paiva nunca ocorrera. O gerente foi ao encontro do ucraniano e, juntos, telefonaram para Dudu, que contou a história e ficou surpreso quando descobriu que ela não procedia. Ao ser informado da situação, o atacante se desculpou e preferiu se recolher para evitar novas turbulências. Ficou com medo de pôr mais lenha na fogueira.

O São Paulo ainda não sabe se terá Dudu ou não, mas já planeja uma estratégia de guerra para apagar a má impressão deixada. Ao dizer que pretendia jogar no maior rival, viu a torcida se virar contra ele. Será um processo longo de reconciliação.

*Bruno Paiva foi procurado pela reportagem, mas não atendeu o telefone celular.

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