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Chegada de Wesley ao São Paulo opõe Ataíde e Aidar

Fernando Faro

11 de dezembro de 2014 | 17h30

Carlos Miguel Aidar queria tirar Wesley do Palmeiras desde que era candidato à presidência. Desde a gestão de Juvenal Juvêncio o São Paulo conversa com o atleta – João Paulo de Jesus Lopes foi quem iniciou as tratativas com o estafe do atleta, com aval de presidente e candidato. O negócio era tratado a sete chaves, mas começou a vazar do lado Alviverde.

O Estado publicou a primeira notícia sobre as conversas em março. Desde então cabe ao vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, nega peremptoriamente a existência de qualquer conversa e nunca escondeu o descontentamento com o que chamava de “especulalções”.

Explica-se: Ataíde sempre foi contra a chegada do volante por achá-lo irregular, caro, de uma posição onde o clube está resguardado e de comportamento questionável (traduzindo para o futebolês, “paneleiro”). Alan Kardec, companheiro nos tempos de Palmeiras, foi consultado e deu aval para a chegada. Garantiu que o volante carrega uma fama injusta. Derrubou um dos argumentos mais fortes do vice de futebol.

O péssimo fim de ano do volante no Palmeiras alimentou a expectativa de uma liberação já no fim do ano, como divulgado em reportagem da última quarta-feira. A dúvida é se o Alviverde abrirá caminho agora para economizar em salários ou se cozinhará o atleta para tentar prejudicar um pouco o São Paulo.  O acerto está encaminhado desde setembro.

Muricy também gosta de Wesley pela sua versatilidade e pode utilizá-lo inclusive como lateral-direito em algumas oportunidades.

Para Aidar, o sentimento é de que ele deu mais uma rasteira no desafeto Paulo Nobre após tirar Kardec do Palestra Itália. O desejo do presidente em complicar a vida do desafeto foi maior inclusive que os pedidos de Ataíde para esquecer a ideia e pensar em outros reforços.

Apesar dos esforços do vice em mudar o jogo, Wesley será jogador do São Paulo em 2015. Ganhará na faixa de R$280 mil mensais, pouco a mais do que recebia no rival.

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