Mesmo após liberação, CIDs ainda rendem polêmica
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Mesmo após liberação, CIDs ainda rendem polêmica

Vitor Marques

13 de outubro de 2014 | 07h00

Corinthians e Odebrecht contestam o valor da isenção fiscal autorizada pela Prefeitura para a construção do Itaquerão. A liberação dos CIDs  (Certificados de Incentivos ao Desenvolvimento) atingiu ‘apenas’ R$ 405,2 milhões, cerca de R$ 15 milhões a menos do previsto, na visão do clube e da construtora. A decisão do governo municipal, publicada na sexta-feira (10/10) no Diário Oficial da Cidade, já havia sido divulgada pelo estadão.com no dia 2 deste mês  (leia aqui).

A lei que aprovou a cessão dos CIDs para a construção do estádio foi sancionada na gestão de Gilberto Kassab (PSD), em dezembro de 2011.  Segundo a Prefeitura, a emissão dos títulos poderia chegar até R$ 420 milhões caso  o investimento na obra atingisse R$ 700 milhões.

Os laudos da Prefeitura, divulgados no Diário Oficial, atestaram que o valor do investimento até maio de 2014, totalizou R$675.349.687,95, o que corresponderia a um valor total de CIDs de R$405.209.812,77.  De acordo com fontes ligadas ao clube e a construtora, houve um erro de interpretação dos técnicos da Prefeitura. Por exemplo: a Prefeitura não contabilizou o gasto com canteiro de obras, cerca de R$ 100 milhões.

Estádio, que custou R$ 1,1 bilhão, só recebeu isenção fiscal porque recebeu a abertura da Copa do Mundo

Estádio só recebeu isenção fiscal porque recebeu o jogo de de abertura da Copa do Mundo

Clube e construtora ainda acreditam que emissão possa ser revista e atinja os R$ 420 milhões.  A Prefeitura não vê dessa forma e já dá como definitiva a isenção fiscal  de R$ 405,2 milhões. A boa notícia para os gestores da arena é que, a partir de agora, é possível, enfim, transformar os CIDs em dinheiro.

O atraso na liberação gerou problemas na engenharia financeira. O Corinthians precisou recorrer a empréstimos bancários com juros altos, encarecendo o custo total do estádio, como mostrou reportagem publicada no Estadão dia 1º de outubro (leia aqui). Por esse motivo o custo da obra também aumentou e bateu R$ 1,1 bilhão.

 

 

 

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