Itália sofre, vence Irlanda, avança e ‘cala a boca’ de Balotelli

lucianoborborema

18 de junho de 2012 | 18h11

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Goleiro Buffon e zagueiro Bonucci comemoram passagem às quartas (Francisco Leong/AFP)

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por ESPN.com.br

Precisando de uma vitória para sonhar com a classificação às quartas de final da Eurocopa, a Itália fez sua parte, bateu a Irlanda por 2 a 0, em Poznan, na Polônia, e terminou na primeira posição do Grupo C, devido ao empate por 0 a 0 entre Croácia e Espanha. Com o resultado, a Espanha, que venceu a Croácia por 1 a 0, termina na liderança da chave com sete pontos e a Itália em segundo com cinco. Croácia (quatro) e Irlanda (zero) completaram a chave. Agora, os italianos jogarão pelas quartas de final em Kiev, no domingo, contra França, Inglaterra ou Ucrânia.

Os gols da partida foram anotados pelo atacante Cassano e Balotelli, que foi calado pelos companheiros após marcar o gol. Conhecido pelas polêmicas em que se envolve, o atacante do Manchester City teve a boca tampada pelos colegas de seleção após balançar a rede para evitar que se envolvesse em nova questão polêmica.

A classificação faz os italianos superaram o trauma de 2004, quando venceram a Bulgária por 2 a 1 na última rodada da chave, mas um empate por 2 a 2 entre Dinamarca e Suécia acabou levando ambos à segunda fase, deixando os italianos fora. Na ocasião, a Itália insinuou uma “armação” da partida, que foi bastante disputada e, no fim, serviu para dinamarqueses e suecos.

Nesta edição da Eurocopa, a situação poderia se repetir já que uma igualdade por 2 a 2 garantiria espanhóis e croatas na próxima fase independentemente do resultado da outra partida. Porém, a história não voltou a acontecer.

Além de garantir a classificação, o triunfo ainda teve um gosto de vingança para os italianos. Isso porque há exatos 18 anos, a Irlanda venceu os tetracampeões do mundo por 1 a 0 na primeira partida do Grupo E da Copa do Mundo de 1994.

A baixa dos italianos fica por conta do zagueiro Chiellini. No dia em que o defensor Barzagli estreava na competição – estava lesionado e quase foi cortado da competição -, Chiellini sentiu uma lesão muscular no segundo tempo e precisou ser substituído por Bonucci.

Depois de um início equilibrado, a Itália passou a ter um melhor momento na partida e aproveitou para abrir o marcador aos 35 minutos do primeiro tempo com um cabeceio de Cassano. Com a vantagem no marcador, os italianos pressionaram os irlandeses em busca de ampliarem o placar.

Depois de dominarem até o início do segundo tempo, os comandados de Cesare Prandelli viram os adversários melhorarem e criarem boas oportunidades de empatarem o jogo, o que eliminaria a Itália. Porém, os campeões do mundo em 2006 conseguiram suportar a pressão, ampliaram com Balotelli aos 45 minutos da etapa final e garantiram a classificação.

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Disputa na zaga da Irlanda (Fabrice Coffrini/AFP)

O jogo

Precisando conquistar a primeira vitória na competição para ter chances de classificação, a Itália entrou em campo com quatro mudanças. Maggio, Bonucci, Giacherini e Balotelli deixaram o time titular para as entradas de Abate, Barzagli (estava lesionado durantes os dois primeiros jogos e quase foi cortado da Eurocopa), Balzaretti e Di Natale, respectivamente.

Pelo lado irlandês o destaque ficou para Damien Duff. Titular desde o início do torneio, o meia-atacante completou sua 100ª partida com a camisa do país. Com isso, o jogador foi premiado com a faixa de capitão.

Logo no primeiro minuto, o duelo se mostrou bem agitado. Após saída errada da Itália, Duff invadiu a área e Buffon saiu do gol para ficar com a bola. Na sequência, a azzurra respondeu com um cruzamento da Cassano que De Rossi concluiu de primeira e mandou à esquerda do alvo.

Com quatro volantes no meio de campo, os tetracampeões mundiais apostavam na qualidade técnica individual de jogadores como De Rossi e Marchisio, que tinham mais liberdade para atacar.

Após os dois bons momentos, os comandados de Cesare Prandelli chegaram a dominar o confronto durante alguns minutos, mas, a Irlanda, com uma forte marcação desde a saída de bola adversária, passou a ter maior posse de bola e começar a esboçar uma pressão.

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Balotelli marca o segundo gol para a Itália (Gregorio Borgia/AFP)

Com o tempo, os italianos voltaram a tomar o controle da partida devido à boa movimentação de sua dupla de ataque Di Natale e Cassano. O primeiro quase marcou aos 34 minutos, quando driblou o goleiro Given, chutou sem ângulo e viu St. Ledger salvar em cima da linha.

Porém, no minuto seguinte, a azzurra abriu o marcador. Pirlo cobrou escanteio da esquerda, Cassano cabeceou, a bola acertou o travessão e cruzou a linha. Duff ainda afastou, mas não evitou que o árbitro assinalasse o tento. Depois do gol marcado, a Itália seguia mais ofensiva, mas não conseguiu ampliar o marcador antes do intervalo.

No segundo tempo, o panorama se manteve e os italianos seguiam no comando do jogo. Porém, diferentemente da etapa inicial, os comandados de Cesare Prandelli passaram a criar oportunidades claras de gol. Aos dois minutos, Balzaretti foi acionado por Cassano, o atacante cruzou rasteiro, Di Natale finalizou e St. Ledger salvou.

Cinco minutos depois, De Rossi chutou colocado da entrada da área e mandou fora do alvo. Aos 10, em novo passe de Cassano, Di Natale exigiu que Given trabalhasse. No minuto seguinte, os italianos sofreram uma baixa. Chiellini sentiu lesão muscular e foi substituído por Bonucci.

Na segunda metade da etapa final, os irlandeses se lançaram ao ataque em busca do gol de empate o que garantiria a equipe ao menos um ponto no torneio. Aos 33, Andrews cobrou falta com força, Buffon espalmou e a zaga afastou no rebote. Apesar da pressão adversária, os italianos conseguiam manter a vantagem que lhe garantia a classificação. Aos 44 mintuos, Andrews ainda foi expulso ao cometer falta e receber o segundo cartão amarelo.

No minuto seguinte, os itlalianos sacramentaram a classificação em grande estilo. Diamanti cobrou escanteio da direita e Balotelli, de voleio, completou para as redes, marcando um belo gol. Sempre polêmico, o atacante teve a boca tampada pelos companheiros de equipe para que evitasse qualquer nova situação problemática do jogador.

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