CBF apresenta queda nos lucros

guilhermedorini

20 de março de 2013 | 21h10

Olá,

Hoje começo a escrever neste blog sobre negócios do esporte. A ideia é tentar passar para vocês, da forma mais clara e direta, informações que geralmente são complicadas de entender sobre o mercado esportivo.

Começo com a matéria publicada pelo Estadão, nesta quinta-feira, 10, que fiz sobre as finanças da CBF na gestão de José Maria Marin.

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CBF apresenta queda nos lucros

A Confederação Brasileira de Futebol teve um crescimento de 59% em suas receitas nos últimos quatro anos. Porém, com um aumento crescente das despesas operacionais, o lucro da entidade vem caindo no decorrer das temporadas. É o que aponta um estudo realizado pela BDO Brazil, empresa de auditoria, consultoria e contabilidade.

Em 2009, a CBF arrecadava cerca de R$ 226 milhões brutos. No ano passado, esse número passou da casa dos R$ 360 milhões. Apenas de 2011 para 2012, esse acréscimo representou um aumento de 19,8%. Mas o crescimento da despesa operacional também cresceu com o passar do tempo. Há quatro anos, esse gasto era calculado em R$ 84,8 milhões. No ano passado, essas despesas atingiram a marca de R$ 215,9 milhões – um aumento de 155%.

Crédito: BDO Brazil/Divulgação

 

“A receita está em um crescimento constante de 2009 para cá, mas a despesa no último ano aumentou demais. Isso gerou uma queda no lucro da CBF”, explica Pedro Daniel, responsável pela área de esportes na BDO Brazil.

Nestas despesas operacionais estão incluídos todos os tipos de gastos da entidade, como por exemplo despesas pessoais, administrativas, gastos com competições, serviços de terceiros, publicidade, impostos e taxas.

Porém, isto não significa que a CBF esteja falindo ou possa ser considerada uma organização pouco lucrativa. Mesmo com uma queda de 24% no lucro, entre 2011 e 2012, a entidade chegou a embolsar cerca de R$ 55 milhões no ano passado. Uma queda representativa, se levar em consideração que em 2010, seu melhor ano financeiro nos últimos quatro, a entidade chegou a ficar com R$ 83 milhões.

 

Crédito: BDO Brazil/Divulgação

RECEITAS
Apesar de uma queda de 74% no total das receitas, em 2010, para 65%, em 2012, os patrocinadores continuam sendo as principais fontes de renda da entidade. No ano passado, os patrocínios renderam R$ 235,6 milhões, sendo 26% provenientes da Nike, 13% do Itaú e da Ambev, 12% da Vivo e 36% divididos entre outras 12 empresas.

Um dos fatores decisivos para o crescimento financeiro da CBF é a arrecadação do direito de transmissão. “Na verdade a parte do patrocínio cresce numa constante, mas o direito de transmissão foi o que mais cresceu em 2012 e ajudou muito a alavancar estes números”, comenta Pedro Daniel.

Em 2010, esse setor representava uma fatia de 5% das receitas totais. Em 2011, essa parcela pulou para 14%, e no ano passado foi responsável por 25%. Essa evolução pode ser notada por meio dos valores. Há apenas três anos, a CBF arrecadava R$ 11,3 milhões com direitos de transmissão. Em 2011 já houve um grande salto, somando um valor de R$ 42 milhões. Não bastasse o aumento, esse número teve um crescimento de mais de 50% em 2012, chegando a um total de R$ 91,7 milhões.

Crédito: BDO Brazil/Divulgação

 

QUEDA
Na contramão desses aumentos aparece o valor das receitas geradas por meio das partidas realizadas pela seleção brasileira. Há três anos os jogos da seleção representavam 14% do total de receitas, ou seja, R$ 37,4 milhões.

Em 2011, caiu quase pela metade, significando 8%, e no ano passado essa fatia representou apenas 5% para a entidade, um total de R$ 16,6 milhões.

Outras receitas correspondem a 5% do total, ou seja, R$ 16 milhões. Estão listadas nesta categoria as licenças, taxas de inscrição e transferências de jogadores.

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