Pioneira, Paula Sack representa o Brasil no UFC

Oriunda da cobertura de esportes radicais, a Jornalista carioca se tornou em 2011 a primeira repórter institucional do Ultimate

Fernando Arbex

24 Março 2015 | 21h34

Paula Sack é “a cara” do UFC no Brasil. Apesar de não entrar no octógono, a jornalista trabalha para promover junto aos fãs os eventos da maior organização de MMA do mundo, que apostou na ex-apresentadora televisiva em um momento que o esporte começava a crescer no País. No ano de 2011, não só o Ultimate passou a investir pesado no mercado brasileiro, como a escolheu para ser a primeira repórter institucional da empresa em todo o mundo.

“Eu fui convidada para um projeto que começou em 2010, com a divulgação do UFC pela internet. Não tinha ninguém fazendo isso para o Ultimate naquela época, nem nos Estados Unidos”, comentou a carioca, que está constantemente viajando a trabalho, principalmente para Las Vegas. Ao aceitar o convite, Paula foi desafiada a embarcar na experiência do online e deixar a exposição da TV, que naquele momento só tendia a aumentar pelo crescente interesse do UFC no Brasil.

Paula aprova sua participação na empresa até aqui e agora começou um novo projeto institucional, que visa aproximar a organização dos fãs de MMA. Nos dias 30 e 31 de janeiro, quase um mês antes do card do Ultimate realizado em Porto Alegre, a jornalista comandou o UFC Fan Experience no festival de música Planeta Atlântida, realizado na capital gaúcha. “A gente fez a transmissão ao vivo da luta do Anderson Silva, foi a primeira vez que o UFC fez esse tipo de parceria com um evento desse porte”, afirmou Paula.

A profissional se aproveita do notório prestígio que goza com quem acompanha MMA com regularidade. Com mais de 44 mil seguidores no Twitter, entre brasileiros e estrangeiros, Paula é bastante assediada para dar autógrafos e tirar fotos com os fãs quando o Ultimate desembarca no Brasil, como no último sábado, 21, quando o paulistano Demian Maia venceu o norte-americano Ryan LaFlare no combate principal do UFC Rio 6.

Antes do dia de lutas, Paula produz material para o site do Ultimate indo a treinos abertos ao público, coletiva de imprensa e pesagem oficial pela qual passam os atletas na véspera do evento – rotina que a jornalista já conhecia muito bem. Oriunda da cobertura de esportes radicais, ela trabalhou durante seis anos no Canal Combate, emissora dos canais Globosat que detém a exclusividade de transmissão dos eventos do UFC.

Veterana, Paula garante que nunca sofreu preconceito por ser mulher em um ambiente predominantemente masculino. Ela afirma que a união da mídia especializada em um tempo em que o esporte era marginalizado foi determinante para que o MMA fizesse o sucesso que faz hoje. “Acho que havia preconceito contra o esporte por falta de informação de seu funcionamento”, opina.

A repórter entende que a construção de ídolos nacionais foi o fator principal dessa popularização: “Há o exemplo da Fórmula 1, que mobilizava o País inteiro para assistir o Ayrton Senna, mas depois dele o interesse nas corridas diminuiu muito. É uma questão cultural. Felizmente o Brasil é uma potência no MMA”.

Atualmente, o manauara José Aldo é campeão dos pesos penas, o niteroiense Rafael dos Anjos é dono do título da categoria dos leves e o gaúcho Fabrício Werdum detém o cinturão interino dos pesados. Paralelamente, os ex-campeões Renan Barão e Vitor Belfort tentarão conquistar novos títulos, em 25 de abril e 23 de maio, respectivamente. Sem cinturão, mas com o microfone, Paula Sack reforça o time do Brasil no UFC.

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