Brasileiro e espanhola podem entrar para a história do Dacar
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Brasileiro e espanhola podem entrar para a história do Dacar

Jean Azevedo

14 de janeiro de 2015 | 21h09

Hoje estamos em mais uma etapa Maratona para categorias motos e quadriciclos. Para quem não conhece rali, é o dia que só nós, pilotos, podemos fazer a manutenção dos veículos. Um pode ajudar o outro, mas sem ajuda externa. Isso é um complicador a mais, já que chegamos cansados e temos que cuidar de todos os detalhes da revisão na minha Honda CRF 450 Rally.

Encarar esse deserto nas motos não é nada fácil

Encarar esse deserto nas motos não é nada fácil. Foto: Vinicius Branca/Fotop/Divulgação

O trecho desta quarta-feira (14) foi entre Calama, no Chile, e Cachi, na Argentina. As equipes de apoio foram direto para Salta. Amanhã no final do dia vamos nos encontrar novamente em Termas de Rio Hondo, onde fica o lindo autódromo da MotoGP e outras provas internacionais.

Fiz uma prova legal hoje, com muitas ultrapassagens. Terminei na 18ª posição. Estou em 23º na geral. O trecho tinha de tudo: cascalho, terra, areia e “goudron”, que é uma espécie de piso que um dia já foi asfalto.

Completar uma especial é uma sensação de alívio e dever cumprido. Foto: Gustavo Epifânio/Fotop/Divulgação

Completar uma especial é uma sensação de alívio e dever cumprido. Foto: Gustavo Epifânio/Fotop/Divulgação

Falta pouco para terminar o Dacar e já tivemos muitos fatos interessantes até agora. Um deles é da espanhola Laia Sainz, da Team HRC. Ela pode entrar para a história da competição se terminar até a nona colocação na classificação geral. Hoje, depois da chegada em Cachi, ela aparece em 8º, também com a Honda CRF 450 Rally. A mulher melhor classificada até hoje, em 37 edições do Dacar, é a francesa Christine Martand, que terminou a competição na 10ª colocação em 1981.

Laia Sanz, com ótimo desempenho na edição 2015 pode ser a mulher melhor classificada no Dakar. Foto: Ricardo Ribeiro

Laia Sanz, com ótimo desempenho na edição 2015 pode ser a mulher melhor classificada no Dacar. Foto: Ricardo Ribeiro

Também estamos próximos de escrever outro capítulo na história do Dacar com o brasileiro André Suguita. Estreante, ele está em 11º. Se conseguir chegar até Buenos Aires, ele será o primeiro brasileiro a terminar o rali nos quadriciclos.

Suguita também quer terminar o Dakar e entrar para a história

Suguita também quer terminar o Dakar e entrar para a história. Foto: José Mário Dias/Fotop/Divulgação

Estamos na torcida!

* Jean Azevedo corre o Dacar pela equipe Honda South America Rally Team com uma CRF 450 Rally. Ele tem 17 participações na competição.

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