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Homenagem justa do Dacar às vítimas de Paris

Jean Azevedo

08 de janeiro de 2015 | 20h41

Muito justa a homenagem que a organização do Dacar fez nesta tarde no acampamento montado em Antofagasta, Chile, no Oceano Pacífico, às vítimas dos atentados em Paris. A organização da prova é francesa e muitos ficaram emocionados. Foi uma cerimônia simples, de poucos minutos, mas com grande significado.

O terrorismo sempre atormentou a vida dos participantes da competição. Vários fatos marcantes mudaram a rotina da prova. Vou tentar lembrar de alguns deles.

2008 – Rally Lisboa-Dakar
O mais marcante foi o cancelamento da prova na véspera. Autoridades da França pediram ao evento que não entrasse na Mauritânia, país africano. O problema é que mais da metade da prova seria realizada naquele lugar.

Dias antes, um alerta foi dado: quatro turistas franceses foram assassinados, junto com mais três militares da Mauritânia. As constantes ameaças de terroristas, que querem pegar carona na repercussão do Dacar para divulgar suas causas, fizeram com que a prova viesse para a América do Sul.

2000 – Dakar-Cairo
Com passagens previstas pelo Senegal, Mali, Burkina Faso, Níger, Líbia e Egito, a caravana do Dacar precisou fazer uma logística até então inédita na história da competição. Devido às ameaças de terroristas no Níger, fez uma ponte aérea entre Niamey e Sabah, na Líbia. Carros, motos, caminhões, quadriciclos, helicópteros e aquela parafernália toda seguiram em gigantes aviões Antonov. Toda a operação custou milhões de euros.

1996 – Granada-Dakar
O francês Laurent Geugeun, da equipe de apoio da Citroën, morreu após o caminhão em que estava passar em uma mina na fronteira do Marrocos com a Mauritânia.

1992 – Paris-Sirte-Le Cap
O Chade estava em guerra civil e a caravana do rali teve que atravessar o país em comboios. Essa foi a maneira encontrada para dar mais segurança aos pilotos.

1991 – Paris-Tripoli-Dakar
O francês Charles Cabanne, também da equipe de apoio da Citroën, foi atingido por um franco-atirador.

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