A guerra agora envolve Webber, Vettel e Alonso

liviooricchio

18 de abril de 2013 | 19h05

18/IV/13
Manama, Bahrein

A entrevista coletiva de Mark Webber, da Red Bull, ontem no circuito de Sakhir, lembrou as que se sucedem às conquistas importantes na Fórmula 1, tal o número de jornalistas de todas as mídias. A imprensa desejava saber o que Webber pensa dos últimos acontecimentos com ele na Red Bull. Ficou sem gasolina na classificação do GP da China, sábado, e o liberaram dos boxes, domingo, sem fixar o pneu traseiro direito no segundo pit stop. Além de abandonar a corrida, recebeu como pena três posições a mais no grid amanhã, na sessão de classificação do GP de Bahrein, pelo perigo causado.

“A equipe fez grande trabalho ao me disponibilizar um carro realmente veloz nas três provas até agora. Quanto aos problemas que enfrentei, pode ter certeza de que estão estudando em detalhes o ocorrido para não se repetirem”, afirmou Webber, isentando a escuderia. É uma postura distinta da assumida no pódio do GP da Malásia. Instantes depois da bandeirada acusou a Red Bull de proteger Sebastian Vettel, que não respeitou a ordem para não ultrapassá-lo.

Webber demonstrou desconhecer a história que circulou com desenvoltura na internet nos últimos dias. Alonso colocou no seu twitter uma foto dele e de Webber jantando num restaurante em Dubai. A imprensa explorou o fato pois Alonso foi em 2010 e no ano passado o grande adversário de Vettel na luta pelo título.

“Quando lhe explicaram, Webber definiu como “paranóia” essa associação. A história ganhou força por Vettel e Webber serem quase inimigos, o que poderia soar, na mente de muita gente na Fórmula 1, como o apoio de Webber a Alonso na luta com Vettel.

Alonso explicou rindo: “Conheço Mark há 13 anos, temos um empresário em comum, Flavio (Briatore), saímos para jantar duas, três vezes por ano.” Aproveitou para dar defender o amigo: “Na Austrália foi o Kers (sistema de recuperação de energia) que não funcionou e na China aconteceu de tudo com Mark. Na única vez que não teve problemas, na Malásia, lutou pela vitória até o fim.”

Vettel também, como não poderia deixar de ser, foi procurado pela imprensa. Demonstrou ironia: “Não vi a foto, mas me falaram disso hoje. Temos de jantar não? E jantar sozinho é chato”.

Em 2010, temporada em que Webber e Vettel colidiram na Turquia, na luta pela liderança, perguntaram a Vettel o que lhe daria de presente a Webber, pois era seu aniversário. A animosidade entre ambos já estava forte. “Vou pegar no hotel aquelas coisas que deixam no banheiro, xampú, cremes, colocar numa embalagem e lhe oferecer”. Depois disse não existir amizade entre ambos e que apenas o cumprimentaria.

Essa mesma rivalidade vai para a pista já hoje, no primeiro treino livre do GP de Bahrein, a partir das 4 horas, horário de Brasília, 10 horas em Manama. Felipe Massa, da Ferrari, vencedor da prova em 2007 e 2008, já na Ferrari, afirmou, ontem, estar otimista em conquistar outro bom resultado: “Gosto do circuito, sempre me dei bem aqui. Exige tração, freio, faz muito calor e creio estarmos bem nisso”.

A temperatura ontem à tarde era de 36 graus Celsius. No pico atingiu 38 e o asfalto chegou perto de 50. Curiosamente choveu brevemente também no deserto de Sakhir, onde se encontra o belo autódromo. A Pirelli levou seus dois tipos de pneus mais duros para o Bahrein.

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