A insensibilidade da FIA

liviooricchio

08 de maio de 2011 | 18h37

08/V/11

Amigos, esse é o texto de minha coluna no Jornal da Tarde nesta segunda-feira, dia 9.

  Sábado de manhã assisti a uma parte do treino livre de uma posição no circuito que me permitia ver, com razoável proximidade, a passagem dos carros na curva 8 e depois na curva 11, as duas mais rápidas do traçado turco.

  Na 11, para a esquerda, no meio da grande reta, era conclusivo: todos os pilotos a contornavam acionando o flap traseiro móvel, chamado de Drag Reduction System (DRS) pela FIA. E na impressionante curva 8 vi os dois pilotos da Red Bull e os dois da Mercedes, para minha enorme surpresa, fazerem o mesmo. Talvez houvesse outros também, mas não permaneci lá tanto tempo, pois precisava regressar à sala de imprensa para entrar ao vivo na rádio Estadão-ESPN.

  Se nessas curvas, com aquela velocidade, teve piloto que se arriscou, imagine então na curva existente dentro do túnel, em Mônaco, em especial na classificação, onde largar na frente é imprescindível. A velocidade média de contorno é de 260 km/h. Muitos vão se exercitar antes, claro, nos treinos livres.

  Depois de saber no autódromo, ontem, já quase de noite, que a FIA não vai proibir o DRS em Mônaco, ponho-me a pensar: quem esses anacrônicos cidadãos da entidade vão um dia ouvir com a mente aberta a eventualmente rever sua postura, seja lá para o que for?

  A GPDA, presidida por Rubinho, deveria fechar questão: “Somos nós que colocamos o bumbum no cockpit e temos mais condições de avaliar os riscos. Não vamos usar o DRS em Mônaco e ponto final.” Da próxima vez a GPDA seria mais respeitada.

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