A verdadeira cara da Fórmula 1 em 2011

liviooricchio

11 de abril de 2011 | 12h12

11/IV/11

Livio Oricchio, de Kuala Lumpur

  Sebastian Vettel, o vencedor, comentou: “Espero que as pessoas não tenham se perdido ao acompanhar a corrida”. E Felipe Massa disse: “Com tantos pit stops é difícil para nós entendermos como estão nossos adversários, o que vão fazer. Está complicado pensar na estratégia.”

  Ao mesmo tempo em que sinalizavam essa questão – a corrida não se estabilizar em nenhuma fase, até mesmo a poucas voltas da bandeirada -, Massa e os três do pódio, Vettel, Jenson Button e Nick Heidfeld, lembraram que essa é a proposta da Fórmula 1 este ano, com os pneus que acabam logo, dentre outras medidas para aumentar a carga de emoções, sem serem críticos.

  Ficou claro, ontem, o que o GP da Austrália já havia evidenciado: a classificação final das corridas tende mesmo a se definir apenas nos instantes que antecedem a bandeirada. Mais: durante o seu desenvolvimento, as variações de desempenho são enormes. Quase nunca é fácil entender a real posição da maioria dos pilotos e como poderá se comportar nas voltas seguintes. As surpresas se sucedem.

  Há quem aprecie, pensa valer pelo show, assim como existem os que defendem uma competição mais pura. Para estes, por exemplo, é impossível compreender um piloto perder a posição porque o adversário tinha um recurso que o fazia ser mais veloz na reta, enquanto a ele o regulamento não possibilita o uso, simplesmente por estar à frente, como ocorreu várias vezes, ontem, com o flap traseiro móvel.

  A Fórmula 1 versão 2011 é assim: tem a maior carga de emoção desejada, mas também com a ajuda de algumas regras que não são iguais para todos, contra os princípios que sempre a orientaram. De que lado você está?

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