Acredite, falta maior estrutura para a Ferrari

liviooricchio

21 de julho de 2008 | 15h53

Amigos, esse é o texto da minha coluna, hoje, segunda-feira, no JT.

A equipe considerada a mais rica da Fórmula 1 por muito tempo, a Ferrari, começa a sofrer as consequências de sua falta de estrutura. Não há nenhum equívoco na afirmação. As corridas de Silverstone e de ontem, em Hockenheim, mostraram o que Kimi Raikkonen teve coragem de dizer, ontem: “A McLaren está, agora, na nossa frente”.

Referia-se não ao fato de Lewis Hamilton ter aberto quatro pontos de Felipe Massa na liderança do campeonato (58 a 54), mas à maior evolução do modelo MP4/23 em relação ao F2008 da Ferrari. Depois do GP da França, os ingleses impuseram ritmo bem mais veloz de modificações no carro que os técnicos da Ferrari.

Um dos motivos de a equipe de Maranello não investir tanto na evolução do seu carro é a crença de que ele ainda é superior ao concorrente. Ontem aprenderem que a hora é de rever o conceito. E outro é de ordem estrutural. Há apenas um túnel de vento nas dependências da Ferrari na Itália. “Racionalizamos o uso do nosso túnel”, afirmou Luca Baldisseri, chefe da equipe, em Silverstone.

“Uma hora trabalha o grupo que estuda as necessidades do novo regulamento para 2009 e outra os responsáveis pelo desenvolvimento do carro atual”, explicou. Das grandes, é a única escuderia a dispor de apenas um túnel de vento, essencial hoje na Fórmula 1.

Depois do desastre de ontem, quando foi na média quase 7 décimos de segundo mais lenta que a McLaren, é provável que a Ferrari passe a trabalhar com outro túnel também – as equipes que não tem um segundo alugam – e até mesmo comecem a planejar um novo. Uma coisa é certa: se a Ferrari não reagir já vai perder um campeonato que imaginava quase vencido.

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