Acredito na realização do GP da Coreia do Sul

liviooricchio

30 de setembro de 2010 | 20h16

30/IX/10

Estava aqui na redação do Estadão, pensando com os meus botões, depois de ler o noticiário das agências internacionais e dos raros sites que normalmente acesso. E cheguei a uma conclusão: se Charlie Whiting, o delegado de segurança da FIA, dentre outras funções na Fórmula 1, vai inspecionar o circuito de Yeongam, na Coreia do Sul, dia 11, um dia apenas depois do GP do Japão, é porque a entidade deve reunir informações que sugerem possibilidade muito maior de realização da corrida que a de cancelar a prova.

Explico: para todos os equipamentos chegarem a Mokpo, a cidade da Coréia do Sul mais próxima do autódromo, pelo que o pessoal da FOA Travel me explicou, na Hungria, os três jumbos devem decolar de Nagoya na segunda-feira, ou seja, mesmo dia da inspeção de Whiting em Yeongam. Nagoya é o aeroporto mais perto de Suzuka.

Já imaginou essa delicada e preciosa carga desembarcar em Mokpo e, de repente, alguém lá mesmo mandar tudo de volta porque a inspeção verificou não ser possível disputar a prova em razão de as obras não terem acabado? Seria no mínimo bastante embaraçoso para a FIA, sem falar que os responsáveis por pagar a elevada conta do transporte, as equipes e a FOM, vão exigir serem ressarcidas. Diante dessa situação, penso que seria surpreendente se o GP da Coreia do Sul não fosse realizado.

Não estarei lá. O Estadão chamou a maioria de seus repórteres cá para a redação nessa época de eleições para a presidência da república.

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