Alonso, ácido de novo nesta quinta-feira em Suzuka

liviooricchio

10 de outubro de 2013 | 23h42

10/X/13
Suzuka, Japão

Fernando Alonso voltou a ser o língua solta que este ano já gerou alguns desconfortos na relação com colegas, a exemplo das críticas vorazes ao mexicano Sergio Perez, da McLaren, ou mesmo a Pirelli, fornecedora de pneus da Fórmula 1. Nesta quinta-feira, no circuito de Suzuka, onde hoje, às 22 horas, horário de Brasília, começam os treinos livres do GP do Japão, Alonso elegeu dois alvos: Kimi Raikkonen, da Lotus, e Sebastian Vettel, Red Bull.

Antes ainda de a Ferrari contratar Raikkonen para ser seu parceiro em 2014 e 2015, no início de setembro, Alonso já criticou o futuro companheiro. E nesta quinta-feira voltou à carga. Pode ser o início de uma guerra psicológica que tentará travar com o finlandês. Se for mesmo esse o caso, Alonso deve saber o que faz porque o atual piloto da Lotus sugere ser imune a esses ataques. O que com absoluta certeza não é o caso de Alonso, vulnerável nesse aspecto.

O espanhol respondeu sobre o que espera do relacionamento com Raikkonen nas duas próximas temporadas: “Acho que podemos ganhar o campeonato para a Ferrari e certamente tentaremos marcar o máximo de pontos possível”. Mas não podia deixar passar em branco a oportunidade: “Em termos de velocidade, penso que Felipe (Massa) não é mais lento que Kimi. Quando competiram juntos Felipe era tão rápido quanto ele. Se tivermos um carro competitivo com certeza vamos nos divertir; se não for o caso, será a mesma coisa deste ano”.

Não deixa de ser um discurso mais moderado em relação ao anterior, quando questionou a validade de Raikkonen substituir Massa. “Kimi, para quê? Na época em que trabalharam juntos na Ferrari Felipe era mais veloz que ele.”

O sucesso impressionante de Vettel mereceu elogios e questionamentos de Alonso. “Ele tem realizado trabalho muito bom, perto da perfeição nos últimos anos. É verdade, também, que dispõe da vantagem de contar com um carro de elevada performance.”

Sempre com um contraponto, afirma: “Vamos ver quão bom ele é mais para a frente na sua carreira. No momento é o melhor de todos porque está vencendo todas as corridas e campeonatos, mas não será sempre assim”.

Na sequência Alonso completou o raciocínio: “Olhe para Lewis (Lewis Hamilton, da Mercedes), ele foi muito bem no ano de estreia (2007, pela McLaren) e quase foi campeão. Conquistou o título no ano seguinte e então nunca mais foi campeão”. Falou, ainda: “Às vezes você tem carro para vencer, às vezes, não. Nesse instante, a combinação Vettel/Red Bull é imbatível”.

Foi realista quanto a poder ser ainda, este ano, campeão pela Ferrari. Soma depois de 14 etapas 195 pontos, com duas vitórias, diante de 272 de Vettel, com oito vitórias. “O título é praticamente impossível. Vou procurar me divertir nesse final de temporada”, afirmou Alonso. Ele precisa no mínimo terminar o GP do Japão na oitava colocação, na hipótese de vitória de Vettel, para estender a definição do campeonato para a etapa seguinte, na Índia, dia 27.

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