Alonso alerta os espanhóis para não esperar nada dele domingo

liviooricchio

22 de abril de 2008 | 16h41

22/IV/08

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Domingo será disputado o GP da Espanha, quarta etapa do campeonato, primeira da série européia. E Fernando Alonso já alertou seus milhões de fãs para que não esperem vê-lo lutando pela vitória no Circuito da Catalunha: “Gostaria de ter um carro que permitisse vencer”, disse em entrevista ao El Pais. Em Bahrein, há duas semanas, afirmou: “No momento, o máximo que me é possível é pensar em pontos, poucos pontos”.

Não é à toa que a procura por ingressos em Barcelona é bem menor se comparada à das três últimas temporadas, quando o asturiano foi campeão pela Renault, em 2005 e 2006, e, em 2007, na McLaren, terminou com apenas um ponto a menos de Kimi Raikkonen, da Ferrari, vencedor do campenato. Agora, de volta à Renault, seu carro, R28, apresenta desempenho distante dos modelos F2008 da Ferrari, de Raikkonen, já líder do Mundial, e do surpreendente F1.08 da BMW de Nick Heidfeld e Robert Kubica, além da McLaren MP4/23 de Lewis Hamilton e Heikki Kovalainen.

O próprio futuro de Alonso não parece tão promissor assim. Em entrevista ao diário esportivo italiano Gazzetta dello Sport, o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, disse não ver com bons olhos uma eventual dupla Raikkonen-Alonso. “Seria prejudicial aos dois.” Na mesma conversa com a imprensa elogiou muito Max Mosley, presidente da FIA, envolvido num escândalo sexual sadomasoquista, a quem disse conhecer desde 1973, época em que era o proprietário da equipe March.

Assim, com as portas fechadas na McLaren, de onde saiu brigado, e sem chances na Ferrari, segundo Montezemolo, as alternativas de Alonso não são das melhores. Mario Theissen, da BMW, dificilmente desestabilizaria sua dupla de bons pilotos abrindo negociações com o espanhol, embora não seja impossível. Já este ano Alonso por pouco não foi para o time alemão. Ron Dennis, da McLaren, não o liberou para assinar contrato em agosto e, em represália, Alonso o denunciou para Max Mosley por espionar a Ferrari. Acabou fora da McLaren.

“É frustrante ir para a sessão de classificação sabendo que praticamente não temos possibilidade de avançar para a última parte (Q3)”, vem dizendo Alonso. Parar o El Pais, confessou: “Estamos evoluindo na Renault, mas não quero mais ter de lutar para chegar à Q3”. Como todas as equipes, com exceção da Super Aguri, a Renault terá modificações em seu carro no fim de semana. “O campeonato começa na fase européia”, afirmou Ron Dennis, em Bahrein. Os caminhões da Super Aguri seguiram da Inglaterra para Barcelona e sua presença na prova parece certa. A escuderia luta contra a falta de investimentos.

Outro piloto que receberá grande atenção no GP da Espanha é Rubens Barrichello, da Honda. Na corrida ele iguala a marca do italiano Riccardo Patrese, com 256 GPs disputados na carreira. Na etapa seguinte, Turquia, dia 11, Rubinho passa a ser o piloto de maior longevidade na história da Fórmula 1, com 257 GPs.

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