Alonso, brilhante, e Hamilton reconhece ter tido sorte.

liviooricchio

28 de setembro de 2008 | 17h31

28/IX/08
Livio Oricchio, de Cingapura

Como sempre, Fernando Alonso foi brilhante, ontem, na sua primeira vitória na temporada, a primeira da Renault desde que ele deixou a equipe, no fim de 2006. “Esse resultado é incrível depois da decepção do sábado”, disse o espanhol. Na segunda parte do treino classificatório seu carro parou com problemas no sistema de alimentação de combustível. Alonso sai do cockpit bastante revoltado. “Tinha chance de largar entre os quatro primeiros”, contou. “Optamos por uma estratégia agressiva para a corrida”, contou.

Foi o primeiro a parar, na 12ª volta, uma antes de Nelsinho Piquet bater e exigir a entrada do safety car. “Eu caí para último, atrás dos carros da Force India. Olhava para o céu e via se iria chover ou coisa assim”, falou Alonso. “A essa altura achei que acabaria em 11º ou 12º. Mas já na passagem seguinte o safety car fez com que, na sequência, a maioria fizesse sua parada e Alonso ultrapassou quase todos. “Comecei a pensar, então, que daria para ser quinto ou sexto.”

Errou: seu bom ritmo de prova e o problema com os pilotos da Ferrari no pit stop, por exemplo, o lançaram para a primeira colocação. “Tivemos muita sorte”, reconheceu, mas também o melhor carro da temporada. E avisou: “O resultado não altera a minha decisão de permanecer ou deixar a escuderia”. Mas Alonso deve mesmo continuar onde está em 2009.

Já Lewis Hamilton festejou o terceiro lugar. Admitiu que não tinha como acompanhar o desempenho da Ferrari. “Logo depois da largada compreendi que Felipe iria provavelmente parar na minha mesma volta, guiava muito, o que demonstra que sua classificação foi fenomenal”, afirmou. Massa registrou marca 664 milésimos de segundo melhor que a sua. “Ficou claro que seria muito difícil marcar mais pontos que ele aqui, mas felizmente os incidentes não os beneficiaram.” O terceiro lugar de Hamilton caiu do céu, em outras palavras.

O caso de Nico Rosberg é semelhante ao de Alonso. O jovem alemão da Williams teve até de cumprir um stop and go de 10 segundos por ter feito pit stop quando os boxes estavam fechados na hora do safety car. Não tinha mais gasolina. Mesmo assim acabou em segundo. “Pensei que tivesse acabado tudo ali. Mas depois de cumprir a pena vi que não era bem assim.” Foi a melhor colocação de Rosberg na Fórmula 1. Este ano havia sido terceiro na Austrália, em outra corrida tumultuada.

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