Aposta é na maior experiência do espanhol

liviooricchio

13 de janeiro de 2010 | 17h35

13/I/10
Olá amigos. Escrevo de Madonna di Campiglio, Itália. As férias acabaram. O texto a seguir expressa o que senti nesse primeiro encontro com integrantes da equipe Ferrari.

É muito cedo para conclusões, ainda, mas a Ferrari dá sinais de que o piloto que deverá liderar o reerguimento da equipe depois da fraca temporada do ano passado é Fernando Alonso. Isso não significa que Felipe Massa terá tratamento diferenciado, aquém do dedicado a Alonso. O que ocorre é que o espanhol possui a característica de orientar os rumos técnicos do time mais que Massa, até pela maior experiência de já ter conquistado dois títulos mundiais e realizado a mesma função na Renault.

A razão principal de a Ferrari pagar a Kimi Raikkonen o elevado valor do seu contrato e dispensá-lo foi a possibilidade de contratar Alonso, por o asturiano possuir o que a direção do time italiano concluiu que mais lhe falta. Massa é um piloto competente para vencer corridas, poder disputar o título, mas menos eficiente que Alonso para assumir a postura de ser o maior responsável pela evolução técnica da escuderia. Contar com Alonso, tão capaz quanto Massa para lutar pelas vitórias, além de mais decisivo nesse processo de reerguimento técnico, e o próprio Massa representa, para Stefano Domenicali, diretor da organização, dispor da dupla perfeita.

A luta entre os dois está aberta. A Ferrari compreendeu a importância de não interferir na disputa interna como na era Michael Schumacher. É saudável para a escuderia. A diferença é que Alonso deverá ser mais ouvido pela maior bagagem que Massa e por possuir essa característica de trabalho mais desenvolvida. O que do ponto de vista lógico da Fórmula 1 parece também fazer sentido. Se o histórico de Alonso servir na Ferrari, o próprio Massa será beneficiado.

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