Assessor da Ferrari pergunta aos brasileiros

liviooricchio

26 de julho de 2010 | 19h53

26/VII/10

Livio Oricchio, de Nice

Amigos, conversei por telefone hoje com Luca Colajanni, assessor de imprensa da Ferrari, aqui de casa, em Nice, na França. Ele me disse que gostaria de saber qual foi a reação dos brasileiros, em 2008, quando Kimi Raikkonen, piloto da equipe, tirou o pé do acelerador para Felipe Massa ultrapassá-lo no GP da China. Quem lembra? Eu estava lá e ouvi os dois.

Penso que podemos responder à pergunta do Colajanni, o que acham? O canal está aberto. Prometi que traduziria os comentários que não compreendesse.   

Redigi esse pequeno texto sobre o que falamos.

 “É compreensível que os fãs de Felipe se rebelem. Mas é preciso entender que não há nada específico contra ele, pelo contrário. Em 2008, Felipe estava melhor colocado no campeonato e Kimi visou os interesses da equipe também.”

A prova de Xangai foi a penúltima do calendário. Massa ocupava o terceiro lugar e Raikkonen, o segundo. O finlandês passou a registrar tempos bem piores que os que vinha obtendo para permitir a aproximação de Massa, que lutava pelo título com Lewis Hamilton, da McLaren. Na reta, Raikkonen permitiu a ultrapassagem. E comentou: “Estou contente em poder ajudar Felipe somar o máximo de pontos possíveis para nossa condição. Sabia o que nosso time esperava de mim, eu trabalho para o time, é normal, é da corrida.”

O GP da Alemanha, domingo, foi o 11.º do campeonato, que terá 19 etapas. Antes da corrida Alonso era o quinto, com 98 pontos, e Massa o oitavo, 67. O líder, Lewis Hamilton, da McLaren, com 145. Agora, com a vitória de Fernando Alonso e o segundo lugar de Massa em Hockenheim, Hamilton continua líder, com 157 (foi quarto na Alemanha), Alonso segue em quinto, mas 123 pontos, e Massa em oitavo, 85.

 Se Massa vencesse, passaria para sétimo, com 92, e Alonso se manteria em quinto, com 116. A diferença de Alonso para Hamilton seria de 41 pontos e não 34, como agora. O vencedor de cada prova recebe 25 pontos, o segundo colocado, 18.

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