Bruno Senna e Lucas Di Grassi fazem um balanço depois de três GPs

liviooricchio

10 de abril de 2010 | 13h30

09/IV/10

Livio Oricchio, de Nice, França

  O GP de Bahrein representou a estreia de ambos na Fórmula 1. Depois vieram as provas da Austrália e Malásia. Essa a experiência de Bruno Senna e Lucas Di Grassi, das também estreantes equipes Hispania e Virgin. E depois de três etapas do Mundial, os dois dizem ter já aprendido muito sobre a Fórmula 1, principalmente “como é complexa”.

  Sexta-feira os dois foram treinar de kart com Felipe Massa num kartómo localizado próximo a Saint Tropez, a cerca de uma hora de carro de onde residem, em Mônaco. Logo em seguida Bruno e Di Grassi comentaram sobre as lições aprendidas nas três corridas de Fórmula 1: “É dificil andar lá atrás, tomar volta dos líderes, nenhum piloto gosta disso” diz Bruno que, como Di Grassi, já foi vice-campeão da GP2, competição de acesso à Fórmula 1.

  “Penso que o mais difícil é saber explorar o potencial máximo do carro em cada condição, pneu mole, duro, novo usado, com mais ou menos gasolina”, explica Di Grassi. “É diferente de tudo o que fiz até agora no automobilismo”. A necessidade de a equipe descobrir a cada etapa alguma novidade que torne o carro mais rápido, em razão da concorrência, fascina Bruno.

  “Nas categorias onde passei o carro era aquilo e acabou. Na Fórmula 1 há sempre gente estudando onde é possível ser mais rápido, é um enorme desafio”. No caso de Bruno é frustante ver como a estrutura da Hispania limita seu trabalho. “Começamos muito tarde, não treinamos. Estamos atrás das outras estreantes também, mas ao menos terminamos a última prova, o que nos permite começar a pensar em melhorar o desempenho do carro.”

  Curiosamente os dois se dizem surpresos com a solicitação orgânica exigida na Fórmula 1. “Esperava fosse maior. Terminei a corrida da Malásia e disputaria outra, se necessário”, disse Di Grassi. Michael Schumacher explicou que com o fim do reabastecimento, este ano, os carros se tornaram mais lentos, por carregar grande volume de gasolina.

  Apesar de amigos e vizinhos, os dois têm objetivos comuns e conflitantes. “Quero ser o melhor estreante e tirar tudo o que for possível desse carro”, conta Bruno. “Os resultados não são fundamentais, agora, apesar de que 1 ponto para a Virgin seria bem útil”, diz Di Grassi. “Meu foco está sendo tirar tudo do carro, nas mais distintas condições. Sei que tenho muito o que evoluir como piloto nesse aspecto”, confessa Di Grassi.

  Mas se a inexperiência e falta de recursos de Hispania e Virgin respresentam o principal fator que impede Bruno e Di Grassi de mostrar melhor seu potencial, participar de um projeto tão incipiente tem sido uma oportunidade rara. “Estou vendo o que acontece se mexer nisso e aquilo, aprendo todo dia. Num time grande já está tudo pronto”, comenta Bruno, com a concordância de  Di Grassi. Os dois voltam à pista, agora, sexta-feira, nos treinos livres do GP da China, quarta etapa do calendário.

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