Calor pode ajudar Massa e Raikkonen

liviooricchio

31 de julho de 2008 | 10h52

31/VII/07
Livio Oricchio, de Budapeste

Felipe Massa e Kimi Raikkonen podem contar com uma ajuda extra em Budapeste, no fim de semana, na sua luta contra Lewis Hamilton, da McLaren, líder do campeonato: o calor intenso.

Acabei de chegar ao circuito, depois de longa viagem. Aqui é início da tarde de quinta-feira. Nesse momento faz 31 graus e o asfalto está a 44. E essa é a previsão para o GP da Hungria, 11ª etapa do campeonato.

“O calor será muito bem vindo”, disse Massa, ainda na Alemanha, referindo-se à corrida no circuito Hungaroring. A Ferrari deu mostras, até aqui, este ano, de se dar melhor que a McLaren nas temperaturas mais elevadas. Desgasta menos os pneus.

Vou ouvir o Massa daqui a pouco. Nos dará mais informações. O Raikkonen chegou há instantes, atrasado para a coletiva, e confirmou que o calor, este ano, jogou a favor da Ferrari. Na Malásia a diferença para a McLaren foi de 9 décimos no grid e na corrida, Raikkonen sumiu. Mas o finlandês recomendou esperar até amanhã.

Todos os pilotos ja estão aqui, na pista permanente mais travada do calendário. Massa já sabe que ontem o asfalto superou 60 graus. Em condições normais, tendo-se em conta o que Hamilton realizou nas provas de Silverstone e Hockenheim, bem como seu retrospecto ano passado na Hungria – o piloto da McLaren venceu bem -, suas possibilidades de vitória, domingo, sugerem, em princípio, ser maiores que as de Massa e Raikkonen.

O calor é o fato novo na história, capaz de deslocar um pouco o favoritismo para a dupla da Ferrari.

Enquanto já a partir de hoje os chefes de equipe retomam as conversas visando estruturar melhor sua nova organização, a Formula One Teams Association (Fota), o ainda presidente da FIA, Max Mosley, concedeu entrevista, na Inglaterra, para falar do fim de seu mandato.

Como se os acordos que começaram a ser estabelecidos em Maranello, terça-feira, no encontro de fundação da Fota, não significassem nada, Mosley disse, ontem, que seu objetivo até outubro de 2009, quando deixa a entidade, é regulamentar a Fórmula 1 de maneira distinta.Hoje foi além: quer uma ação criminal contra o News of the World por invasão de privacidade.

O inglês quer sair da presidência da FIA tendo aprovado uma formato que garanta a sobrevivência das escuderias não pertencentes a montadoras. E se Mosley tiver de recorrer a suas prerrogativas como dirigente-mor da FIA, contra os interesses da Fota, não hesitará um segundo.

É também sob esse clima de desconfiança entre o que poderá realizar a Fota e o presidente da FIA, num futuro próximo, que a Fórmula 1 se apresenta para os húngaros.

Ainda não há dados oficiais, mas a ausência de Michael Schumacher, principal incentivador da conhecida invasão alemã na Hungria nos dias de GP até 2006, parece de novo ter esvaziado um tanto o evento. Custa caro para os húngaros assistirem ao GP.

A expectativa é de que, este ano, haja muito mais poloneses, por conta de Robert Kubica, de Cracóvia, distante cerca de 4 horas de carro. E finlandeses, claro, como é tradicional na Hungria. Este ano há um motivo a mais: Raikkonen é o campeão do mundo. Serão eles que, essencialmente, poderão lotar as arquibancadas.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.