Crítica ao diretor causou a substituição de Bruno Senna em Silverstone

liviooricchio

10 de julho de 2010 | 13h12

10/VII/10

GP da Grã-Bretanha

Livio Oricchio, de Silverstone

  Na Fórmula 1 é mesmo proibido criticar. Principalmente o chefe de equipe. Esse parece ter sido o motivo que levou Colin Kolles, diretor da Hispania, a substituir Bruno Senna pelo terceiro piloto, o japonês Sakon Yamamoto, no GP da Grã-Bretanha. O milionário japonês larga hoje na última colocação.

  Segundo uma fonte que acompanhou o caso, o que aconteceu foi que Bruno respondeu um e-mail lamentando as dificuldades que enfrenta na equipe e, por engano, acabou endereçando também a Kolles, cujo conceito da F-1 não é dos melhores. O dirigente se sentiu no direito de impor sua autoridade.

  “Sim, fui eu que tomei a decisão, depois de levar a questão aos donos do time”, falou ontem Kolles, sem citar a história. “Não foi um problema de patrocínio como todos dizem. Houve um episódio desgastante entre eu e Bruno.”

  O mais importante para Bruno é que ele tem contrato com a Hispania e a própria escuderia já distribuiu comunicado informando que ele disputará o restante da temporada. Desde que, pelo visto, não exponha sua impossibilidade de demonstrar o que sabe, por conta das severas limitações da Hispania e, principalmente, não erre na hora de endereçar uma resposta de e-mail.

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