De Montezemolo para Mosley: nossa paciência não é infinita

liviooricchio

26 de abril de 2009 | 18h48

26/IV/09
GP de Bahrein
Livio Oricchio, de Manama

A onda de ações duvidosas da FIA contra a associação das equipes (Fota), para tentar criar uma divisão na associação, mereceu ontem duro comentário do presidente da Ferrari e da Fota, Luca di Montezemolo: “Por tudo que aconteceu e vem ocorrendo, temos tido muita paciência, mas ela não é infinita. A hora que decidirmos falar e tomar providências será uma vez só”.

Outro dirigente da Ferrari, Stefano Domenicali, diretor geral, não considera o início da fase européia, com o GP da Espanha, dia 10, decisivo para as pretensões da sua equipe. E olha que a Ferrari já está 47 pontos atrás da Brawn entre os construtores, com 50. A Ferrari vai estrear um novo carro. “Será uma corrida importante mas não vital”, definiu Domenicali.

Não foi só Sebastian Vettel que se lamentou da má largada, Jarno Trulli, da Toyota também. Era o pole position, mas perdeu a posição para o companheiro, Timo Glock. “Não acredito que me manteria na frente de Jenson Button (vencedor), mas o segundo lugar era bem possível.” Trulli foi terceiro. “Eu era mais rápido que Vettel (segundo) no fim, mas não havia como ultrapassá-lo.”

Parte da extraordinária coleção de carros de corrida de Bernie Ecclestone esteve exposta no circuito de Sakhir e algumas raridades estavam à venda. Os visitantes puderam ver de perto, por exemplo, a Mercedes de 1937 de Rudolf Caracciola, a Mercedes de W196 de 1954 de Juan Manuel Fangio, a Brabham campeã do mundo com Nelson Piquet, em 1981, dentre tantos outros. Detalhe: todos os carros em condição de uso.

As ações da McLaren para reduzir sua pena dia 29, em Paris, parecem que vão gerar os resultados esperados. A McLaren despediu o diretor que orientou Lewis Hamilton mentir para os comissários na Austrália, o próprio piloto pediu desculpas públicas, Ron Dennis, sócio e diretor, deixou a equipe, e Martin Whitmarsh, substituto de Dennis, enviu carta a Max Mosley desculpando-se também. Fala-se, agora, em apenas perda de pontos no campeonato. A McLaren tem 13.

Em qualquer lista de jovens de imenso talento, campeão do mundo em potencial, Robert Kubica, da BMW, de 24 anos, surge sempre como uma das figuras principais. Pois ele é o 20.º e último colocado no atual campeonato, sem pontos. Foi 14.º, em Melbourne, 13.º na China e 18.º, ontem. “Minha corrida ficou comprometida com o toque na primeira curva, mas não íamos longe com nosso ritmo. Precisamos mudanças drásticas já para Barcelona.”

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