Dificuldade com o visto impedirá profissionais da F-1 de ir à Índia

liviooricchio

29 de setembro de 2011 | 12h46

29/IX/11

Livio Oricchio, de Nice

Senhores: Acredito que muita gente não só da imprensa como da própria Fórmula 1, de modo geral, não irá ao GP da Índia diante da quase impossibilidade de obtenção do visto. Aqui em Nice não existe consulado. A saída é a embaixada, em Paris, ou a de Roma, por eu possuir a cidadania italiana.

Mas o contato com eles é quase impossível. Desde ontem de manhã estou tentando falar com a embaixada de Paris e, quando atenderam, depois de muita perseverança ao telefone, as informações são desencontradas. Coisa do tipo: “Ah, o telefone para visto é outro. Você liga para o novo número, chama, chama e ninguém atende”. O mesmo vale para o consulado de Milão. Falo de horas de tentativas, hein?

Finalmente uma senhora, da embaixada em Roma, me atendeu, mostrou-se sensível a minha explicação e está procurando me ajudar. Mas e meus colegas? Matteo Bonciani e Pat Behar, por exemplo, os dois responsáveis da FIA pela Fórmula 1, como vão fazer? Eles ainda não conseguiram o visto. Vamos ver se comigo dá certo. Terei de ir a Roma.

O maior problema é o enorme período solicitado pelas embaixadas para a permanência do passaporte com eles. E como fazemos para nos deslocar aos demais países, precisamos do passaporte? Daí a maioria dos profissionais da Fórmula 1 não seguir os trâmites normais: não iriam a várias etapas por estarem sem passaporte.

O governo indiano argumenta que o GP da Índia é um evento particular e, portanto, não vai mudar a rotina dos seus procedimentos. Não sei se é mesmo a melhor política.

Uma vez que concordou com o evento, que crie mecanismos de viabilizá-lo. E reduzir o tempo de análise dos pedidos de visto de profissionais que acompanham as provas do calendário, diante da sua rotina não ter como atender ao exigido pelas regras das embaixadas, não representa nenhum esforço maior ou, penso, coloca sua segurança ou interesses em risco.

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