Dilúvio interrompe o treino livre aqui em Monza

liviooricchio

12 de setembro de 2008 | 06h53

Nossa! Parece que estou nos trópicos.

Está caindo o mundo aqui em Monza. Chove. Muito. Às 11 horas (6 de Brasília), o dia se transformou em noite. O volume de água é tão elevado que a grelha em frente aos boxes não dá conta de drenar a água e os boxes estão inundando. Os mecânicos tentam reduzir a enorme quantidade de água ao lado dos carros com puxadores. Bandeira vermelha, claro, mas só agora, quando restam 4 minutos para o encerramento da sessão da manhã?

O treino começou, às 10 horas, com asfalto molhado, embora não chovesse mais. Depois voltou a cair água. Mesmo assim vários pilotos mantiveram-se na pista. Sutil, Barrichello, Fisichella registraram os melhores tempos, mas pouco representativos porque variou consideravelmente o volume de água no circuito.

Posso imaginar como não estarão os estacionamentos, quase todos em áreas de terra. Nem pedrinhas há no chão, como em Interlagos. Integrantes das equipes, da organização, promotores, imprensa, todos deverão enfiar o pé na lama para chegar aos carros e torcer para não atolar na hora de ir embora.

Minha posição na sala de imprensa é a mais próxima da parede de vidro, com visão para os boxes, abaixo, por ser bastante inclinada, para a pista, na altura do pódio, e a arquibancada mais nobre do autódromo, em frente. Bem abaixo de mim encontra-se a equipe BMW. Assisti de camarote o treinamento de pit stops.

Vejo faixas que são, na realidade, demonstração de amor eterno à Ferrari e, ao lado, outra que diz: “Che scandalo a Spa, vergogna!” ou “Que escândalo em Spa, uma vergonha!”. Bandeiras da Polônia não têm faltado nos circuitos. A disputa com Felipe Massa não inibe os fãs de Hamilton: “Go for win” diz a faixa, enorme.

Espero que hoje à tarde a carga d’água diminua e tenhamos treino. E principalmente amanhã e domingo, na classificação e durante a corrida. As condições desse momento não deixam dúvida: não há como haver competição.

Até mais tarde, abraços!

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