E Raikkonen pilotou a Ferrari

liviooricchio

23 de janeiro de 2007 | 19h01

O “Homem de Gelo” finalmente acelerou o carro de Fórmula 1 de sua nova equipe. Kimi Raikkonen pilotou hoje, no gélido e molhado circuito Piero Taruffi, em Vallelunga, próximo a Roma, o modelo 248F1 da Ferrari, usado por Michael Schumacher ano passado. Ao mesmo tempo, Felipe Massa, seu companheiro, deu sequência ao desenvolvimento do F2007, que será utilizado pela dupla na temporada que irá iniciar dia 18 de março na Austrália.

No total, Raikkonen completou 39 voltas no traçado de 4.085 metros. “Minha primeira impressão é positiva. Pena ter dado apenas 5 voltas com asfalto seco”, disse. Na melhor passagem registrou 1min15s226. “Estava um pouco emocionado”, confessou o sempre frio finlandês. “Foi otimo voltar a pilotar.” Raikkonen não guiava um Fórmula 1 desde sua última corrida pela McLaren, dia 22 de outubro, em Interlagos. Evitou comparações com o modelo MP4/21 da McLaren: “As diferenças são grandes”, limitou-se a dizer.

Massa andou mais. Foram 74 voltas, com 1min14s493 na mais rápida. Raikkonen acompanhou o trabalho com o carro que irá pilotar este ano. “Apenas vi o F2007. Na próxima semana irei experimentá-lo”, falou o substituto de Michael Schumacher. Os dois prosseguem amanhã com a mesma programação. A partir de segunda-feira, se o tempo melhorar, a Ferrari irá para onde gostaria de estar treinando, o circuito de Mugello, de sua propriedade.

A disputa entre Raikkonen e Massa, aposto, deverá ser bem interessante. Um treino desses não vale como referência para nada. Mas pelo que vi em Madonna di Campiglio dia 12, na corrida sobre o gelo, do meu lado, aposto que nem um nem outro já hoje desejou ficar atrás.

É início de trabalho conjunto e tudo o que puderem fazer para impressionar o “adversário” e a equipe será levado adiante, não hesito em acreditar um único segundo. O fato de cada piloto estar com modelo diferente atenua a disputa, mas apenas reduz o impacto.

Semana que vem, quando os dois estiverem com dois monopostos F2007, aí as comparações começarão a ter mais sentido, ainda que nem sempre sejam por demais representativas. Terá sentido mesmo, por exemplo, quando chegarmos à Europa, depois das corridas em Melbourne, Kuala Lumpur e Manama.

Os Emirados Árabes não se contentam com a construção do maior arquipélago artificial do mundo, dotado de toda infra-estrutura, no Golfo Pérsico. Em Abu Dhabi, com a presença do xeque Zayed Bin Sultan Al Nahayan, acionista com 5% da Ferrari, os carros das 11 equipes de Fórmula 1 farão uma demonstração nas ruas, dia 3 de fevereiro.

Michael Schumacher, que ganhou uma das ilhotas criadas no mar em frente à cidade, deverá estar presente, assim como Fernando Alonso. Todos deverão ouvir de Bernie Ecclestone, promotor do Mundial, que os Emirados Árabes Unidos farão parte do calendário da Fórmula 1 a partir de 2009.Assim, o Oriente Médio terá duas etapas da competição. A outra é no Reino do Bahrein, ilha também do golfo, cujo governo adquiriu, recentemente, 30% da McLaren. Vou começar a aprender árabe.

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