Eficiência da Ferrari no pit stop permitiu a vitória

liviooricchio

12 de setembro de 2010 | 15h14

12/IX/10

Livio Oricchio, de Monza

  Qualquer décimo de segundo na pista está fazendo a diferença num campeonato como o deste ano. O mesmo se dá com a eficiência da equipe nos boxes. Fernando Alonso venceu em Monza, ontem, e voltou a ser candidato ao título, por ter ultrapassado Jenson Button, da McLaren, na operação de pit stop, na 36.ª volta de um total de 53. “Foi incrível, eu parei e, de repente, o sinal ficou verde enquanto eu ainda engatava a primeira marcha”, disse o espanhol.

  “Me parece que os mecânicos trocaram os quatro pneus em três segundos e quatro décimos. E não é nosso recorde, que é de 3,2”, explicou. Button parou uma volta antes e se encontrava na reta que antecede a curva Parabólica, a última, enquanto Alonso permanecia estacionado. A possibilidade de a Ferrari ganhar a corrida seria aquela, sair na frente do inglês, pois como Alonso reconheceu, não conseguiria ultrapassar Button na pista.

  Do instante em que entrou na área de box até a saída, Alonso necessitou de 22 segundos e 154 milésimos. Na passagem anterior, Button fez tudo em 22 segundos e 955 milésimos. Essa diferença, 801 milésimos de segundo, em favor de Alonso, foi a principal razão, junto da boa volta de entrada nos boxes, de o piloto da Ferrari ter saído dos boxes em condições de ultrapassar Button e vencer a corrida.

  Já Felipe Massa lamentou o seu pit stop, na 38.ª volta. “Perdemos um pequeno tempo a mais na minha roda dianteira direita, não sei o que aconteceu. Talvez desse também para sair dos boxes na frente de Button.” Saiu imediatamente atrás. O tempo total de Massa foi de 22 segundos e 749 milésimos, ou 595 milésimos mais lento que Alonso e 206 milésimos mais veloz de Button. Um campeonato se conquista com um grande piloto, um grande carro e uma grande equipe. Qualquer desses elementos que falte não resulta em título.

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