Equipes deixam de negociar com pilotos. Preocupação maior é sua sobrevivência.

liviooricchio

05 de dezembro de 2008 | 22h29

05/XII/08

O clima na Fórmula 1 está tão confuso que decidir quem vai pilotar o carro, antes primordial para as equipes, tornou-se agora secundário. A saída da Honda da categoria serviu de alerta para todos e parece existir uma mobilização dos demais times para tentar viabilizar, de alguma forma, a permanência da equipe, ainda que gerenciada por outro proprietário.

A análise é de Bruno Senna, que, ontem, de Londres, viu suas reuniões com representantes das escuderias com quem negocia serem transferidas para a próxima semana. “Está tudo mudando rápido por aqui. O pessoal está com outras coisas na cabeça. Todos viram que o negócio está começando a ficar sério”, afirmou.

“Os responsáveis dos times estiveram, sim, reunidos, hoje, mas para decidir outros assuntos”, comentou o piloto que tem boas possibilidades na Force India e alguma na Toro Rosso, ainda que as chances na equipe que surgir com o fim da Honda não possam ser excluídas.

O trabalho de Bruno nos testes de Barcelona, há três semanas, na sua primeira experiência na Fórmula 1, impressionou a todos na escuderia japonesa.

Rubens Barrichello estava de malas prontas para testar com a Honda, em Jerez de la Frontera, quando soube do fim do projeto. Mas, ontem, reconheceu que, se surgir uma nova organização do fim da Honda, pode se manter ainda na F-1.

“Penso que minhas possibilidades são as mesmas que se a Honda continuasse na competição. O pessoal que está lá sabe do que sou capaz, reconhecem meu trabalho, menos um deles, infelizmente o que tinha poder de decisão”, falou.

Rubinho se refere a Nick Fry, diretor da Honda. Mas agora, sem o dirigente inglês para mandar, ao menos como antes, o poder de Ross Brawn, diretor-técnico, deve crescer, o que sugere que as chances de Rubinho pilotar para o eventual novo time até aumentam.

Os próximos dias serão tão voltados para os diretores das equipes garantirem seus orçamentos e decidir como fazer para ter 20 carros no grid em 2009, que muito provavelmente não deverá se falar muito sobre quem poderá preencher as vagas, segundo Bruno Senna.

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