Equipes exigem de Bernie Ecclestone a saída da Mosley

liviooricchio

27 de abril de 2008 | 17h50

27/IV/08
Livio Oricchio, de Barcelona

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Nos próximos dias representantes das equipes de Fórmula 1 devem distribuir um comunicado solicitando a saída de Max Mosley da presidência da FIA. Sábado se reuniram, no Circuito da Catalunha, mas a Ferrari não concordou em participar da posição coletiva e os diretores de Red Bull e Toro Rosso pediram um tempo para discutir a questão internamente. Bernie Ecclestone esteve presente e levou consigo a exigência da maioria: Mosley fora.

Nelsinho Piquet vinha até sábado disputando seu melhor GP desde a estréia na Fórmula 1, na Austrália. Largou em décimo, manteve-se nessa posição, mas ainda na quinta volta cometeu um erro e seguiu reto na curva 5. Voltou na 18ª colocação. Na tentativa de ultrapassar Sebastien Bourdais, da Toro Rosso, na volta seguinte, ambos colidiram. Como estava já emparelhado com o francês, a responsabilidade pelo ocorrido não é sua. “Tenho de levar comigo os ensinamentos de meus erros hoje para evitá-los. O mais importante é que claramente demos bom passo adiante com o carro.”

Se Jenson Button, da Honda, estava atrás de Rubens Barrichello, seu companheiro, no início do GP da Espanha, e ainda assim chegou em sexto, da para entender a revolta de Rubinho pelo abandono. “Fiz meu pit stop (25ª volta) e a equipe me avisou do tráfego nos boxes (o safety car estava na pista)”, contou. “O Giancarlo Fisichella, que entrava, me ultrapassou e imediatamente virou para a direita, na direção do seu box. Nessa manobra levou consigo parte do meu aerofólio dianteiro.” Rubinho ainda deu uma volta com o aerofólio pendurado, mas os danos ao carro foram maiores, obrigando-o a abandonar. “As mudanças permitiram melhorar ainda mais o RA108”, falou.

A regra do safety car fez outra vítima, ontem: Nick Heidfeld, da BMW. Sem gasolina, foi obrigado a desrespeitar o sinal vermelho na entrada de box e ser punido com stop and go. “Sei que uma mudança está em discussão. Espero que venha antes das provas de Mônaco e do Canadá”, falou Mario Theissen, diretor da BMW. “Esse sistema não nos permite planejar a prova. Transforma-a numa loteria.” Se um piloto definiu como estratégia parar na 24ª volta e nesse instante ou na volta anterior o safety car entrou na pista, o box fecha. Só é aberto quando todos pilotos alinham atrás do safety car. Quem não tem mais gasolina deve desobedecer o sinal vermelho, ser punido e praticamente renunciar melhor colocação na corrida.

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