Fórmula 1 será mais barata já em 2009

liviooricchio

12 de dezembro de 2008 | 23h14

12/XII/08

Amigos, no fim de semana comentarei o pacote de mudanças na F-1. Depois disso, férias.
Obrigado

O Conselho Mundial da FIA, reunido ontem em Mônaco, homologou o pacote de medidas elaborado pela associação das equipes de Fórmula 1 (Fota), bem como impôs as suas, a fim de reduzir os custos para disputar o Mundial. Elas abrangem os motores, testes particulares, o desenvolvimento aerodinâmico e as instalações das fábricas, dentre outras áreas. A expectativa é de uma economia de 30% no orçamento de 2008, algo como U$ 130 milhões.

Enquanto este ano os motores tinham de resistir a dois fins de semana de GP, em 2009 cada piloto terá um motor para três provas. Hoje a limitação é de 19 mil rotações por minuto (rpm). Passará para 18 mil. Não respeitar a regra implicará perder dez colocações no grid.

O anunciado, ontem, representa uma revolução nos extensos programas de testes. Eles simplesmente estão proibidos no espaço entre as corridas. Os planejados para a pré-temporada poderão ser realizados, mas uma vez iniciado o campeonato, dia 29 de março na Austrália, as equipes terão apenas as duas sessões livres de uma hora e meia cada, às sextas-feira no fim de semana de GP, para executar treinos privados: um problema para pilotos novatos.

Experimentos em túneis de vento, os mais comuns na F-1, podem ser feitos, agora, utilizando-se modelos com escala de no máximo 60% do original. Já se testava com os próprios carros. O presidente da FIA, Max Mosley, propôs também um estudo para restringir esses testes aerodinâmicos bem como os praticados em computadores.

Como forma de diminuir mais despesas, as sedes das equipes terão de permanecer fechadas seis semanas por ano. Nesses dias, os cerca de 900 funcionários não poderão exercer suas atividades. Não está definido quantos integrantes poderão se deslocar para acompanhar as escuderias às corridas, mas serão menos dos 70, em média, de hoje.

A FIA informou, ainda, desenvolver pesquisa com os fãs da F-1 para verificar o formato ideal para a sessão de classificação a ser implantado já em 2009. Mais: estudar a aceitação da proposta de Bernie Ecclestone, promotor do Mundial, que defende a substituição do sistema de pontos pelo de medalhas para se conhecer o campeão do mundo.

As medidas atingiram a temporada de 2010. A maior delas: o reabastecimento de combustível será proibido e as corridas deverão ser menores. Ainda: equipamentos de rádio e de telemetria padrão para todos e adoção de um sistema de recuperação de energia (Kers), opcional em 2009, também fornecido por um único fabricante. Luca di Montezemolo, presidente da Fota, disse que o pacote apresentado e aprovado, agora, pela FIA, representa a primeira resposta dos times à crise financeira internacional.

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