Fota mostra a Mosley quem define orçamento das equipes

liviooricchio

25 de junho de 2009 | 21h01

25/VI/09

A associação das equipes, Fota, anunciou, ontem, depois de reunião em Bolonha, que criará mecanismos de os times reduzirem suas despesas em cerca de 25% nos próximos dois anos. Hoje os melhores investem perto de US$ 240 milhões (R$ 520 milhões) por temporada.

A informação é uma resposta a Max Mosley, presidente da FIA, que exigia até há dois dias limite orçamentário de US$ 60 milhões (R$ 130 milhões) já para 2010 e chegou a causar um racha entre Fota e FIA.

O êxito total nas negociações com Mosley, quarta-feira, em Paris, parece não ter satisfeito os diretores das equipes. Ao divulgar o seu plano de reduzir custos, a Fota passa ao ainda presidente da FIA a mensagem de quem define o que os times devem gastar são eles próprios. E é muito mais do que pretendia o inglês.

O encontro da Fota serviu, também, para expor a filosofia que irá orientar as suas próximas decisões: “Trabalharemos para melhorar o espetáculo e nos aproximarmos mais do público, já que nos últimos seis meses só falamos de política”, disse Flavio Briatore, da Renault.

O que o dirigente deixou claro, também, foi que a Fota defenderá a permanência no calendário de nações que, de fato, tenham interesse pela Fórmula 1. Bernie Ecclestone, promotor do Mundial, estabeleceu acordos com países que investiram muito para construir autódromos espetaculares, bem como pagam a cada edição do seu GP valores bastante elevados, a exemplo de China, Bahrein, Turquia, mas não há público nas arquibancadas.

“Tudo bem que lugares como Turquia paguem mais dinheiro, mas preferimos ver os circuitos lotados”, comentou Briatore. No GP da Grã-Bretanha, no fim de semana, 310 mil espectadores estiveram em Silverstone nos três dias de competição.

Outro aspecto discutido pela Fota, ontem, foi a sucessão de Mosley. Em outubro haverá eleição para a presidência da FIA. O candidato de Mosley é Jean Todt, ex-diretor da Ferrari. Mas há resistência para aceitá-lo: “Defendemos alguém independente, sem vínculo com as equipes”, explicou John Howett, vice-presidente da Fota.

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