Freios prejudicam Rubinho de novo. Nelsinho: corrida sofrível

liviooricchio

19 de abril de 2009 | 13h23

19/IV/09
GP da China
Livio Oricchio, de Xangai

Problema no disco de freio traseiro esquerdo. Essa foi a dificuldade de Rubens Barrichello, da Brawn GP, ontem, no circuito de Xangai. Ele largou na frente do companheiro, Jenson Button, mas recebeu a bandeirada em quarto, enquanto o inglês foi terceiro. “Ele me ultrapassou (décima volta) enquanto esse problema do freio mais me atrapalhava. Por não esquentar, bloqueava a roda”, explicou Rubinho.

O piloto que sempre torce para chover ontem lamentou a prova ter sido disputava com asfalto molhado. “Fiz o quarto tempo no grid, mas foi a pole position moral porque eu estava bem mais pesado que todos na minha frente”. Sebastian Vettel, Fernando Alonso e Mark Webber. Saiu do treino classificatório com a nítida sensação de que era possível vencer o GP da China. “Em condições normais, seria possível pensar em assumir o primeiro lugar depois dos primeiros pit stops”, comentou Rubinho.

Terminar a prova atrás de Button pela terceira vez não o incomoda. “Ele está usufruindo bem o seu bom momento. Não tenho de me preparar para as críticas e sim continuar trabalhando. Hoje não havia o que fazer, a roda bloqueva e direcionava o carro para a parte onde havia mais água”, explicou. “Nessas condições, tenho de estar feliz por ter somado 5 pontos e a diferença entre eu e Button ser de apenas 6 pontos (21 a 15).”

No seu último pit stop (na 43.ª volta, a 13 da bandeirada) ainda tentou uma manobra que poderia lhe permitir, se desse certo, ganhar o terceiro lugar perdido para Button. “Optei por não trocar os pneus de chuva, só reabasteci, porque havia menos água na pista”, explicou. “Mas logo depois a chuva aumentou e tive até alguma dificuldade para segurar o carro.” Heikki Kovalainen, da McLaren, terminou um segundo apenas atrás, em quinto.

Nelsinho Piquet, da Renault, era um piloto profundamente abatido, ontem, depois da corrida. Largou em 17.º e ocupou sempre as últimas colocações. Seus tempos de volta foram fracos também e por duas vezes precisou parar nos boxes para substituir o aerofólio dianteiro por ter batido. Foi o 16.º, a duas voltas de Sebastian Vettel, da Red Bull, o vencedor. O companheiro, Fernando Alonso, chegou a ficar em último quando fez o primeiro pit stop, ainda na sétima volta, e mesmo assim acabou em nono.

“Não sei por que, foi uma das minhas piores corridas. Não sei a razão de eu estar lento, não achei o carro tão ruim, só depois de ver os tempos é que vi, fiquei realmente decepcionado”, disse. Sua situação na equipe Renault é delicada. Comenta-se que ele tem de reagir logo. Caso contrário Flavio Briatore, diretor do time francês, poderá ao longo da temporada substituí-lo pelo terceiro piloto, o francês Romain Grosjean.

“O que tenho de fazer agora é pensar no GP de Bahrein, no próximo fim de semana, quando eu também vou ter, como o Fernando Alonso aqui, um difusor diferente e que já vimos nos dá um segundo de velocidade”, falou Nelsinho, visivelmente triste. Seu pai, Nelson Piquet, viajou do Brasil para a China para apoiar filho que está produzindo menos do que pode.

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