Há espaço para grandes surpresas em 2011

liviooricchio

24 de janeiro de 2011 | 14h58

24/I/11

Amigos, esse é o texto de minha coluna nesta segunda-feira no Jornal da Tarde

Os elementos de base para imaginarmos o que pode acontecer no campeonato da Fórmula 1 deste ano são os seguintes: Um: apenas um único teste com os novos pneus, Pirelli em substituição aos Bridgestone. Dois: com a proibição do duplo difusor, a base do carro de 2009 não serviu para projetar o modelo deste ano. Os engenheiros partiram quase do zero. Três: a volta do sistema de recuperação de energia (Kers) e seus cerca de 45 quilos, o que representa um grande desafio para conceber o monoposto. Quatro: a introdução do aerofólio traseiro móvel, uma grande novidade com implicações importantes no projeto e na pilotagem.

Dá para ver que são variáveis significativas? Tudo isso só poderá ser testado já no carro de 2011 por causa da insensata proibição de treinos particulares na Fórmula 1. Em Abu Dabi, Adrian Newey, projetista da Red Bull, me disse numa entrevista: “O próximo Mundial será uma competição entre os projetistas que melhor interpretaram as características dos novos pneus e adaptaram seus modelos já quase prontos a elas.”

O teste único de dois dias com os pneus Pirelli ocorreu depois de a temporada ter terminado e os modelos 2011 estarem quase concluídos.

Felipe Massa e Fernando Alonso reclamaram, na Itália, há dez dias, da excessiva interatividade que o novo regulamento exigirá. “Teremos de desenvolver a capacidade de pilotar no automático para poder interagir com tantos recursos de que iremos dispor”, afirmou Alonso.

Diante desse quadro carregado de incertezas, seria no mínimo imprudência dizer que esta ou aquela equipe tem mais chances em 2011. Tudo está aberto e há espaço para surpresas grandes. “Existe a possibilidade boa de algum time, mesmo sem estrutura para liderar as corridas, interpretar melhor o desafio técnico que temos e fazer um carro para andar entre os primeiros”, disse Newey. E se ele falou…

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