Hamilton larga na pole em Xangai. Vettel, em nono. Corrida promete ser sensacional.

liviooricchio

13 de abril de 2013 | 11h08

13/IV/13
Xangai

Olá amigos, enviei o texto a seguir para o Portal do Estadão hoje de manhã e agora o disponibilizo aqui.
Abraços!

A definição do grid do GP da China, hoje, no Autódromo Internacional de Xangai, reforçou ainda mais a expectativa de uma corrida, amanhã, das mais disputadas e, claro, cheia de emoções. Lewis Hamilton, da Mercedes, estabeleceu a primeira pole position no seu novo time, com Kimi Raikkonen e a Lotus capaz de economizar pneus em segundo.

Mas logo atrás deles há dois outros candidatos sérios a vencer, Fernando Alonso, da Ferrari, e Nico Rosberg, Mercedes, com Felipe Massa, companheiro de Alonso, em quinto, sonhando com o pódio. Nos treinos livres, onde simularam a corrida, o desempenho de todos foi bastante parecido. “Creio que é a corrida mais aberta dos últimos tempos”, afirmou Alonso.

A imprevisibilidade do GP da China, terceira etapa do calendário, acabou reforçada com a colocação de Sebastian Vettel, o tricampeão do mundo, da Red Bull: nono, apenas. “Ao não marcar tempo no Q3, posso escolher o pneu para largar e os médios demonstraram ser a melhor opção, pois os macios se degradam rapidamente.”

A Pirelli levou para Xangai pneus médios e moles. “Os moles te permitem completar 5 ou 6 voltas”, disse Massa. “Será uma prova tática, com alguns optando por dois pit stops e outros três.” Alonso definiu o que deverá ocorrer ao longo das 56 voltas no seletivo traçado de 5.451 metros dessa forma: “Guerra de estratégia”. Vettel largando lá atrás é uma garantia de que haverá muita luta na pista. “Eles sempre têm um carro rápido, não dá para imaginar que o Vettel não vá partir para cima, querer avançar na classificação”, comentou Massa.

O autor da pole, com o tempo de 1min34s484, à média de 207,6 km/h, estava mais feliz do usual. “É um sensação ótima obter a primeira pole numa nova escuderia. Consegui completar uma bela volta. Até pequenos problemas com os freios que tinha a equipe os superou”, afirmou Hamilton. Ele é um crítico dos pneus, por ter de administrar seu consumo e não poder exigir tudo do carro o tempo todo.

“Prevejo uma corrida difícil. O primeiro stint (série de voltas seguidas) será curto, espero me manter na ponta”, disse o inglês.

É por poder permanecer mais tempo na pista, com o mesmo jogo de pneus dos adversários, que Raikkonen aposta em outro bom resultado. Essa característica o levou a vencer na abertura do Mundial, na Austrália. É provável que o piloto da Lotus consiga completar mais voltas no início da prova, com os pneus macios, que os adversários.

“Sim, pode ser uma vantagem, nosso carro tem essa característica, mas nem sempre é assim”, disse o finlandês, tentando tirar de si maior responsabilidade.

Os sete primeiros no grid começam o GP da China com pneus macios: Hamilton, Raikkonen, Alonso, Rosberg, Massa, Romain Grosjean, Lotus, e o surpreendente Daniel Ricciardo, da Toro Rosso. Já Jenson Button, da McLaren, duro, e Vettel e Nico Hulkenberg, este da Sauber, décimo, podem escolher, por não completarem propositalmente a volta no Q3. E deverão largar com os médios e deixar para instalar os macios apenas nas voltas finais, quando a pista vai ter mais borracha e os carros estarão mais leves.

Mark Webber, companheiro de Vettel na Red Bull, ficou sem gasolina ainda no Q2. E a regra é clara nesse sentido: se o piloto não levar o carro para os boxes e ainda sobrar um litro de combustível para a análise a punição é largar da última colocação. É outro carro rápido, portanto, que começa a corrida lá atrás. E como ultrapassar no fim da maior reta do calendário não representa um desafio maior, Webber deve ganhar várias posições. Em 2011, o australiano largou em 18.º e recebeu a bandeirada em terceiro, a 7 segundos do vencedor, Hamilton, que trabalho! Outra atração do GP da China.

A corrida começa na próxima madrugada às 4 horas, 15 horas em Xangai. Não há previsão de chuva.

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