Hamilton larga na pole, mas Vettel é o favorito

liviooricchio

27 de julho de 2013 | 14h04

27/VII/13

Budapeste

Antes de falarmos do que esperar da corrida, amanhã, a partir da definição do grid, hoje, saibam, amigos, que a Lotus de Romain Grosjean não passou no teste de flexibilidade da parte frontal do assoalho do seu carro, realizado pelos comissários, como manda a rotina. É bem provável que seja desclassificado e tenha de largar dos boxes, o que faria com que todos os colocados do quarto lugar para trás subam uma posição no grid.

O texto:
O desenvolvimento do GP da Hungria, hoje, no circuito Hungaroring, já está desenhado antes da largada: Lewis Hamilton, da Mercedes, supreendentemente sairá da primeira posição no grid. Mas seu carro demonstrou não apenas nos treinos livres de Budapeste como eu outras etapas apresentar maior desgaste dos pneus Pirelli.

Assim, o segundo no grid, Sebastian Vettel, da Red Bull, também em função do apresentado nas simulações na Hungria e em outras corridas, começa a décima etapa do campeonato não apenas com grandes chances de vitória como de ampliar perigosamente para os adversários sua vantagem na liderança do Mundial. “Eles (Red Bull) estão muito rápidos. Têm todas as condições de vencer”, comentou Felipe Massa, da Ferrari, sétimo.

“Are you sure? (Vocês têm certeza?)” perguntou no rádio à equipe Hamilton, quando lhe informaram ter sido o pole position. “Não esperava esse resultado”, afirmou o inglês. A Mercedes não participou do treino de três dias com os novos pneus Pirelli em Silverstone, semana passada, como punição por ter realizado um teste privado, em maio. “Nossa equipe fez um trabalho excepcional”, definiu Ross Brawn, diretor tecnico da Mercedes.

Quem pode eventualmente ameaçar nova vitória de Vettel são os pilotos da Lotus, Romain Grosjean, terceiro no grid, e Kimi Raikkonen, sexto. “São 70 voltas sob calor intensíssimo, eles administram os pneus melhor que ninguém, podem surpreender”, analisou Fernando Alonso, da Ferrari, quinto, referindo-se à Lotus. “Esperamos poder fazer dois pit stops, mas talvez sejam necessários três”, diz Massa. A Pirelli distribuiu pneus médios e macios.

“Esse calor impressionante é bom para a Ferrari. Será uma corrida difícil para o carro e para nós, fisicamente. Vamos tentar marcar importantes pontos”, afirma Massa. Ele precisa de bons resultados nas próximas três etapas para talvez ter o contrato renovado pela escuderia italiana.

O GP da Hungria deverá ser disputado sob temperatura de 35 graus e o asfalto próximo dos 60 graus. “É uma condição nova para os pneus Pirelli desde que vieram à Fórmula 1. Há muitas variáveis nesta corrida”, comenta Alonso.

Mark Webber dispõe, como Vettel, do melhor equipamento para a prova. Os novos pneus estão sendo melhor aproveitados pela Red Bull, pelas características do seu carro. É o que pensam vários profissionais da Fórmula 1. Webber só não está entre os primeiros, vai largar em décimo, porque teve problemas com o sistema de recuperação de energia (kers) e o câmbio. “Uma pena. Poderia largar entre os primeiros e a vitória seria algo real. Agora ficou mais difícil”, falou Webber.

A largada do GP da Hungria será às 9h, horário de Brasília.

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