Hamilton, Massa e Schumacher: decisão sobre seu futuro está próxima

liviooricchio

27 de setembro de 2012 | 19h06

27/IX/12

Livio Oricchio, de Nice.

O destino de Lewis Hamilton teve mais espaço na imprensa esportiva internacional nas últimas semanas que qualquer outra notícia de Fórmula1. O campeão do mundo de 2008 vai prosseguir na McLaren ou aceitar o convite feito pela Mercedes? O caminho profissional de Felipe Massa, hoje na Ferrari, e Michael Schumacher, Mercedes, da mesma forma mereceu grande destaque.

Pois o desfecho de todas essas histórias está próximo. Parece provável que antes mesmo da próxima etapa do campeonato, o GP do Japão, dia 7, o 15.º do calendário, pelo menos a McLaren anuncie sua decisão.

Nos últimos dias circulou o rumor, fundamentado, de que Ron Dennis, sócio da McLaren, elevou o valor do contrato oferecido a Hamilton. A redução exigida por Dennis para o novo compromisso é a razão de o talentoso piloto inglês acenar com a possibilidade de se transferir para a Mercedes.

Como agora há um clima de distensão entre as duas partes, e Hamilton sabe que as chances de dispor de um carro competitivo são bem maiores na McLaren, ganhou força na Inglaterra, ontem, a informação de que se chegou a um acordo. E a divulgação seria uma questão de dias.

Na Ferrari, as boas quatro últimas corridas de Massa, somando sempre pontos, corresponde ao que a escuderia deseja dele. E é que Stefano Domenicali está avaliando para renovar seu contrato ou o substituir. Já depois do GP da Itália, em Monza, em que Massa realizou seu melhor trabalho no campeonato, com boa quarta colocação, sua cotação cresceu bastante dentro da equipe italiana. E domingo, em Cingapura, em condições difíceis, cresceu do último para o oitavo lugar. “Não estamos longe de uma definição”, disse Massa. “Espero que favorável para mim.”

O ex-projetista, hoje comentarista da BBC, Gary Anderson, lembrou que é importante para as equipes conhecer o quanto antes com que vai trabalhar no campeonato seguinte. “Especialmente nessas equipes que, sabemos, vão disputar o título.” O técnico explicou que os engenheiros ouvem bastante os pilotos para conceber os carros.

Para os jornalistas, Ross Brawn, diretor técnico da Mercedes, afirma sempre: “Espero que Michael continue conosco. Ele ainda não se definiu se permanece na Fórmula 1”. A verdade, porém, é outra, ao menos em relação ao que seria melhor para o time da montadora alemã. Schumacher é o piloto das melhores estatísticas de todos os tempos, mas hoje, aos 43 anos, dá sinais evidentes de ter entrado na curva descendente de desempenho. O erro na avaliação da frenagem no circuito Marina Bay, domingo, provocando o acidente com Jean-Eric Verge, da Toro Rosso, dentre outros este ano, ratifica a impressão de que seu tempo como gênio das pistas já passou.

Brawn com certeza gostaria muito de contar com um piloto no auge da forma, como Hamilton, no lugar do alemão, ao contrário do que diz à imprensa. Schmacher tem 43 pontos enquanto o companheiro, Nico Rosberg, 93. “Vou anunciar o que farei (renova com a Mercedes ou para de correr) no início de outubro”, diz, sempre, o alemão. A impressão generalizada, já em Monza, era de que Schumacher não vai continuar na Fórmula 1.

Se confirmar o que se espera dele e Hamilton, de fato, permanecer na McLaren, o piloto mais provável para substituí-lo é o promissor escocês Paul Di Resta, da Force India, já pertencente ao grupo de jovens pilotos administrados pela Mercedes.

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