Hamilton quase não disputa o GP da Europa

liviooricchio

24 de agosto de 2008 | 16h37

24/VIII/08
GP da Europa
Livio Oricchio, de Valência

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Lewis Hamilton havia antecipado ainda na quinta-feira que correria em Valência pensando mais no campeonato. Não assumiria riscos elevados para vencer. “Será fundamental marcar pontos nas sete etapas que restam”, argumentou. Ontem, portanto, o segundo lugar, sem forçar em nenhum instante, atendeu seu planejamento. Mas quase sequer larga no GP da Europa. Motivo: problemas de saúde. “Cheguei a Valência com gripe, tive febre todos os dias e baixo nível de energia.” A McLaren colocou Pedro de la Rosa, piloto de testes, de prontidão.

Ninguém sabia até o jovem e talentoso piloto inglês contar o que se passava na entrevista coletiva. “Mas a maior dificuldade foi com espamo no pescoço, quase não me deixa mesmo largar. Tomei injeção no pescoço e muitos analgésicos.” Seu desempenho, contudo, não foi condicionado pelo estado físico. “Um grande médico e um ótimo preparador físico tomaram bem conta de mim.”

Felipe Massa, ao seu lado, riu e o cutucou quando Hamilton explicou: “Acho que teve a ver (o espamo) com o travesseiro, porque aconteceu apenas logo depois de eu acordar.” Para o jornalista inglês que insistiu em conhecer detalhes, Massa respondeu, com Hamilton junto de si: “Ele perdeu meio segundo (por volta).” Os dois são amigos.

A respeito da corrida, Hamilton, a exemplo de Heikki Kovalainen, o companheiro de McLaren, na Hungria, se excedeu: “Como as ultrapassagens são difíceis nessa pista, procurei manter-me próximo de Massa para tentar ultrapassá-lo no pit stop.” Não disse que quando o piloto da Ferrari fez a primeira parada, na 15ª volta, duas antes da dele, a diferença era de 4 segundos e 836 milésimos em favor de Massa. Mas depois reconheceu que o ritmo do adversário, na sequência do pit stop, foi superior ao seu.

Robert Kubica, da BMW, sempre muito franco, lembrou um fato aos jornalistas, depois de obter o terceiro lugar: “Terminei a prova no pódio, mas 37 segundos atrás de Massa e 31 de Hamilton. Em classificação voltamos a andar bem. Larguei em terceiro com mais gasolina que eles, mas em corrida estamos ainda bem longe.”

O que talvez não imaginasse é que a BMW pudesse criticar seu parceiro, o alemão Nick Heidfeld, apenas nono ontem. Kubica sente-se muitas vezes preterido na BMW. Tanto Mario Theissen, diretor-geral, quanto Willy Rampf, diretor-técnico, manifestaram seu desapontamento com Heidfeld. “Ele perdeu posição na largada e comprometeu seu trabalho”, falou Theissen. O piloto alemão foi ultrapassado por Nico Rosberg, da Williams, que terminou em oitavo. “Esperávamos que ele nos desse alguns pontos”, falou Rampf. Foram as primeiras críticas abertas a Heidfeld, que tem 41 pontos (sexto) diante de 55 de Kubica (quarto).
FIM

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