Ímola e Hockenheim fora do calendário da F-1

liviooricchio

29 de agosto de 2006 | 16h24

Bernie Ecclestone, promotor da Fórmula 1, deu a entender, mais de uma vez, que o calendário da Fórmula 1 poderia ter 20 etapas. Por isso sua divulgação, ontem, pela FIA, surpreendeu: haverá apenas 17 corridas em 2007. Itália e Alemanha passam a ter apenas um GP e a Bélgica volta ao Mundial. A prova de Interlagos fecha a temporada de novo.
Os organizadores das etapas de Ímola e Hockenheim já haviam informado Ecclestone de suas dificuldades financeiras. Os representantes das equipes também. Não desejam mais de 18 corridas no ano. Tudo somado levou à definição de um campeonato com 17 provas. Saíram os GPs de San Marino e da Europa. Ecclestone passou a promover a etapa de Spa-Francorchamps depois de os governantes da região de Waloon, onde se localiza a pista favorita dos pilotos, garantirem a reforma necessária no autódromo.
A Austrália volta a abrir o Mundial, dia 18 de março, enquanto a primeira prova na Europa será apenas 13 de maio, o GP da Espanha. Tony George assinou contrato de um ano com Ecclestone o que permitiu a permanência do GP dos EUA, 17 de junho. O GP da Alemanha será em Nurburgring, onde era disputado o GP da Europa.
Quem corre risco de sanções é a Turquia. Domingo, Mehmet Ali Talat, foi o escolhido para entregar o troféu a Felipe Massa, o vencedor. Tudo bem se ele não fosse o principal governante da área controlada pelos turcos na ilha de Chipre. Para piorar, os caracteres que o indenticavam diziam tratar-se do “Presidente da República da Turquia do Norte de Chipre.” Turcos e gregos disputam, historicamente, o controle da ilha e tanto a União Européia quanto a Organização das Nações Unidas (ONU) não reconhecem o estado turco lá implantado.
A FIA distribuiu comunicado, ontem, informando que investiga o caráter político da escolha de Talat. ˜Comprovado o uso da cerimônia do pódio para uma mensagem política, como sugere ser inevítável, os responsáveis terão de se explicar. Não parece ser o caso de a Turquia perder a vaga no calendário, afinal o país investiu muito na construção do belo autódromo, bem como as condições em que o negócio se desenvolveu favorecem bastante a Formula One Management (FOM), conduzida por Ecclestone, a empresa que cuida dos aspectos comerciais da Fórmula 1. No mínimo uma retratação pública desculpando-se pelo incidente será exigida. E se ela não ocorrer, aí sim a FIA vai pensar em punição pesada.
O calendário:
18/03 Austrália
08/04 Malásia
15/04 Bahrein
13/05 Espanha
27/05 Mônaco
10/06 Canadá
17/06 EUA
01/07 França
08/07 Grã-Bretanha
22/07 Alemanha (Nurburgring)
05/08 Hungria
26/08 Turquia
09/09 Itália
16/09 Bélgica
30/09 China
07/10 Japão (Monte Fuji)
21/10 Brasil

Nos testes de ontem, em Monza, Felipe Massa, com Ferrari, começou como terminou a prova de domingo, no Istambul Park: em primeiro. Registrou nas melhor das suas 73 voltas 1min22s389. Luca Badoer, piloto de testes da Ferrari, marcou o segundo tempo, 1min22s535 (81) e Mark Webber, Williams, o terceiro, 1min22s743 (90). Outros 11 pilotos treinaram.

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