Kubica diz que voltará mais forte

liviooricchio

11 de fevereiro de 2011 | 14h28

11/II/11

Livio Oricchio, de Nice

  Antes de ser submetido, hoje, a uma longa cirurgia ortopédica para tratar do pé, braço e escápula direitos, Robert Kubica conversou com a imprensa no seu quarto do hospital Santa Corona, em Pietra Liguria, na Itália. O polonês que se acidentou gravemente domingo, numa prova de rali, disse ao repórter Pino Allievi, da Gazzetta dello Sport: “Devo voltar a correr ainda este ano. E um acidente desse te deixa melhor, mais motivado Foi o que aconteceu comingo em 2007, depois do acidente no Canadá.”

  Com a imagem do falecido papa João Paulo II ao lado da cama, devoto fervoroso, a ponto de manter seu nome no capacete, Kubica expôs a mão direita, a mais afetada pela passagem da lâmina de guar rail dentro do carro com o impacto. “Meus dedos funcionam, os sinto. Os braços também.” A exemplo do que seu empresário, Daniele Morelli, contou nos últimos dias, o fato de ficar longe do início da temporada tão aguardada o está atingindo. “Estou triste. Não deveria ter acontecido. Não me lembro de nada. Sei pelo que Daniele me conta.”

  Os pais (separados) já voltaram para a Polônia, anteontem, depois de Kubica deixar a UTI. “Fico chateado também pela minha mãe que está sofrendo muito. Mas não sinto muita dor, pois vivo sedado.” Kubica se cansa facilmente ao falar, ainda, descreve o jornalista.

  A pergunta era inevitável: voltará a correr de rali? “Eu me pergunto também a razão de estar no rali”, respondeu. Fora da entrevista, sempre assumiu amar competir de rali e admitia profissionalizar-se depois de deixar a Formula 1. Kubica é jovem, ainda, tem apenas 26 anos.“O rali é um treinamento duro, severo, te ajuda a aprimorar reflexo, concentração. Sobre voltar a correr, veremos”, disse o polonês.

  Jerez de la Frontera – No segundo dia de testes no circuito espanhol, ontem, Michael Schumacher estabeleceu com a nova Mercedes a melhor marca do dia, 1min20s352 (112 voltas). Desmentiu que tivesse com pouca gasolina. “Essa marca obtive na décima volta sem parar na pista”, disse. Mas reconheceu que testava pneus supermacios. “Eles te deixam um pouco mais rápido.” A preocupação de Felipe Massa com a nova Ferrari F150th, ontem, foi entender o que se pode fazer com os pneus Pirelli, marca que substituiu a Bridgestone.

  A exemplo da maioria dos pilotos, permaneceu várias voltas na pista verificando a autonomia dos pneus, já que o asfalto atingiu, à tarde, 27 graus. No fim, ficou com o segundo tempo, 1min20s413 (116 voltas). Hoje Fernando Alonso assume o carro da Ferrari.

  A nova McLaren, com Jenson Button, começou a mostrar seu potencial. O inglês campeão do mundo de 2009 deu 68 voltas no traçado de 4.408 metros, com 1min21s009, terceiro do dia. Os projetistas das demais equipes estão muito interessados em verificar se funciona mesmo o revolucionário difusor da McLaren MP4/26, o que pode lhe dar maior velocidade nas curvas. Mark Webber, da campeã do mundo, Red Bull, também trabalhou visando como fazer os pneus suportarem mais voltas. No total, completou 113, com 1min21s613 na mais veloz, quinto tempo.

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