Kubica tem histórico de acidentes graves

liviooricchio

07 de fevereiro de 2011 | 20h27

07/II/11

Livio Oricchio, de Pietra Liguria, Itália

  Desde que começou a correr com automóveis, em 2001, com apenas 17 anos, Robert Kubica, de Cracóvia, sofreu três graves acidentes, curiosamente sempre um a cada quatro anos. O primeiro em 2003, quando se preparava para disputar a Fórmula 3 europeia. “Eu não era o motorista”, defende-se até hoje. Foi na sua cidade, com veículos de série. Seu carro recebeu uma pancada de lado, o seu lado, num cruzamento. Uma fratura múltipla do braço direito o fez perder várias etapas do campeonato. O mesmo braço direito foi, agora, severamente atingido no acidente de domingo, no rali de Andora, na Itália, terceiro da carreira.

  “Ao radiografarmos o braço direito do paciente vimos que já havia uma placa fixada no úmero e que, com o impacto de alta energia sofrido acabou por deslocar-se”, explicou o doutor Lanza, do hospital Santa Corona. O ortopedista já interveio para recolocá-la no lugar.

  O segundo acidente ocorreu no GP do Canadá de 2007, em Montreal. O polonês tocou o aerofólio dianteiro da sua BMW na roda traseira esquerda da Toyota de Jarno Trulli. Com isso, o aerofólio se soltou, caiu, levantou a frente e reduziu o contato das rodas dianteiras com o solo. Kubica estava em sexta marcha, a cerca de 250 km/h. A BMW se chocou contra o muro da curva que antecede o haipin e se deslocou capotando até ele. O polonês sofreu apenas uma contusão não importante no pé esquerdo. “Lamento não me deixarem disputar o GP dos EUA”, afirmou, com raiva, na época. A prova foi disputada na semana seguinte.

  Domingo, quatro anos depois da quase tragédia de Montreal e oito anos mais tarde da batida nas ruas de Cracóvia, Kubica se vê envolvido em outro acidente. Também fora da Fórmula 1, com o Skoda Fabia que disputava o rali. Dentre todos, pelas consequências, o deste ano foi o mais grave. “Se a lâmina do guard rail tivesse entrado 20 centímetros mais para a direita de onde rasgou o carro, teria sido um acidente fatal”, previu seu empresário, Daniele Morelli. O co-piloto de Kubica, o também polonês Jakub Gerber, não sofreu nada.

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