Lauda: "'Cinco equipes têm condições de vencer na Austrália"

liviooricchio

14 de março de 2013 | 05h25

14/III/13
Melbourne

Amigos, enviei o texto a seguir para a edição impressa do Estadão, ontem à noite, logo depois de chegar a Melbourne. Hoje ainda coloco outro post no ar com notícias desta quinta-feira aqui no circuito Albert Park.
Abraços.

Pilotos, engenheiros, dirigentes e a própria torcida sabem que a etapa de abertura de um campeonato é quase sempre imprevisível. Mas a que começa hoje à noite, às 22h30, horário de Brasília, 12h30 de sexta-feira, em Melbourne, Austrália, reúne ainda mais elementos para até mesmo os profissionais da Fórmula 1 arricarem um palpite.

“Pelo menos entre as cinco equipes mais bem estruturadas, Red Bull, nós (Mercedes), Ferrari, McLaren e Lotus, diria que todas podem vencer no circuito Albert Park, depois do que vimos nos testes da pré-temporada”, afirmou ao Estado, Niki Lauda, diretor do time alemão.

“Acredito que vamos ter a pista cheia nas duas sessões de treinos livres de amanhã (hoje)”, revelou ao Estado Paul Hembery, diretor da Pirelli, fornecedora de pneus da Fórmula 1. “Os times treinaram em Jerez de la Frontera e Barcelona sob frio constante e chuva. Aqui (Melbourne) será a primeira vez que os pneus vão funcionar nas condições para as quais foram projetados. Todos vão querer conhecer as reações de seus carros”, explicou. Serão dois treinos de uma hora e meia cada um. “Espero surpresas no fim de semana, sem dúvida”, afirma o diretor da Pirelli.

As equipes concluíram ontem a montagem dos carros e pela maneira rígida com que os escondiam da imprensa provavelmente as mudanças introduzidas, em relação ao último treino em Barcelona, encerrado há dez dias, são muitas e importantes. “Teremos nossa versão definitiva para as quatro primeiras etapas do campeonato em Melbourne”, disse Felipe Massa, da Ferrari, em Barcelona, único piloto brasileiro este ano na Fórmula 1. Seu parceiro começa o ano já lançado sobre si grande responsabilidade: “Sou, como não?, candidato ao título”.

Segunda-feira os equipamentos seguem para Kuala Lumpur, Malásia, e na sequência Xangai, na China, e Manama, Bahrein, onde serão disputadas as provas seguintes. “O que veremos nos carros aqui no circuito Albert Park já a partir de amanhã será mais ou menos o que se estenderá até Bahrein. Para o GP da Espanha todos virão com importantes novidades”, explicou James Allison, da Lotus, de Kimi Raikkonen, escuderia que pode ser a sensação na corrida, domingo, diante das impressionantes simulações realizadas.

Os olhos se voltarão também para o que vão fazer os cinco estreantes na Fórmula 1 este ano: o mexicano Steban Gutierrez, pela Sauber, Valtteri Bottas, Williams, Jules Bianchi e Max Chilton, Marussia, e Giedo van de Garde, Caterham.

Outra equipe que já criou enorme expectativa é a Mercedes, aparentemente a que mais se aproximou da sempre referência Red Bull, atual tricampeã do mundo. Hoje Lewis Hamilton e Nico Rosberg falam sobre o que esperam depois de percorrer a pé os 5.303 metros do traçado australiano que agrada a maioria, em especial se for considerado que não se trata de um circuito fechado de velocidade.

Há um fator que pode introduzir ainda mais incerteza na etapa de abertura do 64.º Mundial da história: a possibilidade de chuva. Provavelmente a disputa da classificação, sábado, será com pista molhada, com chances de se estender também para o domingo.

As campanhas publicitárias exploram bastante o ídolo local, o australiano Mark Webber, da Red Bull. “Já venci em vários circuitos, mas aqui diante dessa torcida espetacular ainda não. Seria bárbaro”, disse Webber. “O australiano adora automobilismo.” E tem tradição. Jack Brabham conquistou o título três vezes, 1959, 1960 e 1966, e Alan Jones uma, 1980.

Num evento promocional, ontem, Webber afirmou: “Permanecer na Red Bull em 2014 depende apenas de mim”. Ratificado, depois, pelo jovem e competente Christian Horner, “o chefe de equipe que gostaria de ter no meu time”, afirmou ninguém menos de Bernie Ecclestone, promotor da Fórmula 1.

O companheiro de Webber, o jovem de grande talento Sebastian Vettel, vencedor dos três últimos mundiais, tem contrato com a Red Bull até o fim de 2014. Ele será uma das referências na pista já a partir de hoje. E provavelmente todos vão comprovar que a Red Bull estava mesmo escondendo o jogo na pré-temporada, pois Vettel e Webber não apareceram dentre os mais rápidos em nenhuma sessão.

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