Lewis Hamilton lembrou Ayrton Senna

liviooricchio

14 de setembro de 2008 | 18h42

Coluna de Livio Oricchio para o JT
Título: Hamilton lembrou Ayrton Senna

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Depois da postura arrogante, quinta-feira em Monza, colocando-se acima dos colegas como piloto, Lewis Hamilton pode ser mesmo criticado. Mas não há como não comentar o seu impressionante trabalho, ontem, no GP da Itália. Sob chuva intensa, impôs ritmo de corrida que levou todos a pensar estar muito leve, tal a facilidade com que ultrapassava um a um. Largou em 15º e na 24ª volta já estava em segundo, também por conta dos pit stops da concorrência.
As voltas se passavam e nada de Hamilton parar. Foi só na 27ª volta, metade da prova, que o jovem inglês ingressou nos boxes: faria um pit stop só! Tudo bem que o carro da McLaren é eficiente no molhado, desfruta melhor dos pneus, nada a contestar, mas não enxergar a técnica, coragem, destreza, habilidade de Hamilton no molhado é fazer com que a imagem desgastada que vem gerando se sobreponha a uma análise mais fria.
Hamilton lembrou Ayrton Senna ontem em Monza. Ainda que por vezes Senna também jogasse duro, não costumava fazer como o inglês, ontem, com Glock, Webber e Alonso. Dividiu com os três no limite da legalidade, embora no caso do alemão da Toyota seja até questionável se Hamilton não infringiu mesmo as regras.
Na 35ª volta, Vettel liderava com uma vantagem de 35 segundos e
204 milésimos para Hamilton, segundo, que não pararia mais. Vettel faria ainda mais um pit stop e esses 35 segundos lhe garantiriam a liderança e provavelmente a vitória. Mas Hamilton seria segundo não fosse a chuva parar e obrigá-lo a substituir os pneus, como a maioria. O sétimo lugar, no entanto, não deixou de expor seu talento.
FIM

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