Massa assume que errou novamente, mas achou "estranho" o câmbio bloquear em 5.ª marcha

liviooricchio

07 de julho de 2013 | 13h05

07/VII/13
Nurburg, Alemanha

Esse material e outros sobre F-1 estão disponíveis também na seção Esportes-Velocidade do portal www.estadao.com.br

Três voltas, foi quanto durou a corrida de Felipe Massa neste domingo, no GP da Alemanha. O piloto da Ferrari iniciou a quarta volta na sexta colocação, atrás de Sebastian Vettel, da Red Bull, líder, Mark Webber, seu companheiro, Lewis Hamilton, Mercedes, Kimi Raikkonen e Roman Grosjain, ambos da Lotus. Na largada ultrapassou Daniel Ricciardo, da Toro Rosso.

No fim da reta dos boxes, onde se chega em sétima marcha a 295 km/h, Massa freou forte pouco depois da placa dos 100 metros e perdeu o controle do carro. “As rodas traseiras bloquearam, a traseira jogou para o lado, corrigi, foi então para o outro e rodei”, explicou Massa, depois do fim da prova vencida por Vettel, com Raikkonen em segundo, Grosjean em terceiro e Fernando Alonso, parceiro de Ferrari, em quarto.

Com o motor ainda funcionando, por os carros de Fórmula 1 possuírem um sistema que age como se o piloto acionasse a embreagem, Massa, parado na área de escape, viu que havia um problema no câmbio. “Ficou travado na quinta marcha. Eu tentei reduzir para a primeira e voltar à pista, mas não consegui. Acelerei forte para poder sair em quinta marcha e nessa hora o motor morreu.” Massa estava fora da nona etapa do campeonato.

Erro do piloto? “A equipe não viu nada errado no carro. Sou sério para dizer. Mas acho estranho o câmbio ter ficado bloqueado na quinta marcha.” O seu engenheiro, Rob Smedley, confirmou ao Estado que a investigação preliminar não detectou nenhum problema no câmbio, o que reforça a impressão de mais um equívoco de Massa.

Perigosamente Massa errou no quarto GP seguido. A série começou em Mônaco, no treino livre de sábado, se estendeu para a classificação da etapa seguinte, no Canadá, o treino livre de sexta-feira, em Silverstone, e ontem, na corrida no circuito de Nurburgrig. Perigosamente porque Stefano Domenicali e o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, esperavam que Massa desse sequência ao bom início de temporada para confirmá-lo como companheiro de Alonso também para 2014. É provável que agora estejam em dúvida.

O Estado perguntou ao piloto se o seu futuro na Ferrari poderia estar se comprometendo. “Não tenho a menor ideia”, respondeu, abatido. “Claro que não estou contente com o que aconteceu. Disputei ótima classificação (sempre na frente de Alonso, no Q1, Q2 e Q3) e estava tendo um ótimo fim de semana. O que tenho a fazer é manter a cabeça no lugar para as próximas corridas.”

O piloto comentou mais sobre o seu difícil momento: “Já saí muitas vezes do buraco e uma a mais não vai fazer diferença. Tenho certeza de que vou sair”.

O ritmo do modelo F138 da Ferrari ao longo da competição teve avaliação positiva de Massa, diferentemente de Silverstone. “Não dava para acompanhar a Red Bull e a Lotus, mas estávamos na frente, aqui, da Mercedes.” Alonso recebeu a bandeirada em quarto depois de largar em quinto, a apenas 7 segundos de Vettel.

A estratégia do espanhol e de Massa foi usar na definição do grid, sábado, no Q3, pneus médios, para deixar um jogo de pneus macios para o último stint, ou a série de voltas depois do último pit stop. Os demais utilizaram no Q3 pneus macios.

Segundo Alonso, a escolha o permitiu receber a bandeirada tão próximo dos líderes. Massa tinha outra visão: “Começar a corrida com os macios creio que fosse melhor. Os que chegaram na frente adotaram essa estratégia”. Elogiou, contudo, os novos pneus produzidos pela Pirelli em poucos dias. “Eles se mostraram seguros e não interferiram no rendimento do carro.”

Depois de nove etapas Massa soma 57 pontos, é o sétimo colocado no campeonato. O líder é Vettel, agora com margem maior para Alonso, segundo colocado, 157 a 123. Raikkonen vem em terceiro, 116. A próxima corrida do calendário é o GP da Hungria, dia 28, onde costuma fazer muito calor, cenário favorável a Ferrari.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: