Massa, contrariado, informa a Rubinho resultado do julgamento

liviooricchio

16 de abril de 2009 | 01h19

16/IV/09
Livio Oricchio, de Xangai

Rubens Barrichello, da Brawn GP, foi informado do veredicto do Tribunal de Apelos da FIA por ninguém menos de Felipe Massa, da Ferrari, ontem em Xangai. “Rubinho, acabei de ler na Internet que sua equipe ganhou o julgamento lá em Paris”, disse Massa, contrariado por ser um dos maiores interessados na condenação da Brawn, ao amigo, torcedor contumaz da manutenção da legalidade do seu carro.

“Eu estava na academia do hotel quando entrou o Felipe e me deu a notícia. A seguir fui para o meu quarto verificar na Internet a informação e percebi que havia também nos meus e-mails uma mensagem da Brawn GP”, explicou Rubinho, ontem. “Na realidade, esse resultado confirmou o que eu esperava. Se as coisas estivessem tortas nosso carro teria sido desclassificado já na Austrália”, comentou o piloto da Brawn.

Lembrou, ainda, um período difícil experimentado pela Honda, precursora da Brawn, em 2005. “O time já teve problemas no passado, senti a enorme preocupação no grupo de produzir um carro que não deixasse dúvida sobre sua legalidade.” Naquela temporada, ainda com o nome de BAR-Honda, a escuderia foi suspensa das provas de Barcelona e Mônaco porque usou um truque no tanque de combustível que permitia burlar o peso mínimo de 605 quilos do carro.

O que está agradando Rubinho e, segundo disse, sua equipe, é a obsessão dos concorrentes em desenvolver um difusor, a parte posterior do assoalho do carro, semelhante ao seu. “Claro que ele é importante, mas para te dar 3/10 de segundo por volta. É bom que nossos adversários acreditem que vão melhorar um segundo porque assim vão esquecer de trabalhar o restante do carro.”

A tranquilidade na Brawn GP foi tamanha durante a semana que não se discutiu o que poderia acontecer ontem em Paris. “Viajei para o Brasil, assisti ao vídeo das corridas da Austrália e Malásia, e enviei meu comentário para o Ross Brawn”, disse Rubinho. “Discutimos questões como melhorar meus freios e qual o acerto ideal do carro para o GP da China, que será tão desafiador para os pneus como em Melbourne, até em razão de serem os mesmos e também estar meio friozinho aqui em Xangai.”

O sócio de sua equipe, Ross Brawn, claramente desejou pôr um ponto final na dúvida sobre a legalidade do seu carro, ao deixar o tribunal. “Respeito o direito de nossos adversários questionarem nosso projeto através dos meios legais”, falou. “Mas agora o setor técnico da FIA, os comissários das provas na Austrália e Malásia e ainda os cinco juízes do tribunal confirmaram que estamos dentro do regulamento. A decisão, portanto, põe fim no assunto.” Sua preocupação maior, a partir deste instante, como contou Rubinho, será conseguir melhorar o orçamento da Brawn para poder investir no desenvolvimento do já ótimo modelo BGP 001-Mercedes.

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