Massa: 'Estamos atrás da Red Bull, BMW…Brawn então nem se fala!'

liviooricchio

29 de março de 2009 | 22h31

GP da Austrália
Livio Oricchio, de Melbourne

Depois de realizar uma boa pré-temporada, a corrida da Ferrari, ontem, na Austrália, ficou abaixo da crítica. Felipe Massa abandonou na 45ª volta, de um total de 58, e Kimi Raikkonen também não terminou, retirou-se na 55ª volta.

O problema de Massa foi a quebra da manga de eixo da suspensão dianteira esquerda, provavelmente em decorrência de um toque com Robert Kubica, da BMW, ainda na primeira curva depois da largada. “O carro passou a fazer curva para a direita enquanto à esquerda, não mais”, explicou Massa. “Não disputamos uma boa prova; foi uma pena parar porque daria para ser quinto.” Raikkonen parou nos boxes por causa da quebra do diferencial. Pouco antes havia errado e batido no muro.

Sem poder acompanhar o ritmo da Brawn, Massa, seu engenheiro, Rob Smedley, e Luca Baldisseri, estrategista da Ferrari, estabeleceram o plano de três pit stops. “Mas o safety car entrou na pista (19.ª volta) e destruiu minhas chances.” A velocidade dos concorrentes surpreendeu Massa. “Aqui a Red Bull estava melhor que nós, o que não aconteceu nos testes, e o Kubica (BMW) estava muito rápido também.”

Não há outra saída, segundo o piloto: “Trabalhar, trabalhar, melhorar o carro. Na Brawn não dá para chegar agora, mas nos demais, sim. Vamos esperar o GP da Malásia (domingo), um circuito normal e não de rua, para ter uma ideia mais precisa do estágio de cada equipe”.

Nelsinho: melhor do esperado

Nelsinho Piquet, da Renault, enquanto esteve na pista realizou bom trabalho. Largou em 14.º com o carro mais pesado do grid, 694,1 quilos, ganhou várias colocações com o acidente que envolveu na primeira curva Rubinho, Kovalainen, Webber, Nick Heidfeld, BMW, e Adrian Sutil, Force India, e ao final da primeira volta já era nono. “O carro estava muito difícil de pilotar, parecia que havia água no asfalto, não tinha aderência”, explicou.

O acidente de Kazuki Nakajima, na 17.ª volta, exigiu a entrada do safety car na pista duas voltas mais tarde. Quando o safety car saiu, na 24.ª, Nelsinho travou os freios no fim da reta dos boxes e acabou na caixa de brita. “Eu havia sinalizado pelo rádio problemas com os freios pouco antes”, disse. “Pode ser que eu tenha superquecido o sistema na hora do safety car, mas o time está investigando.”

Nelsinho explicou que as diferenças nos tempos de volta entre ele e Fernando Alonso, na Austrália, na casa dos 5 décimos de segundo, decorreram de sua inexperiência, se comparada a do bicampeão do mundo, e de a Renault privilegiar o espanhol em algumas ocasiões. “Até eles acreditarem em mim será mesmo assim. Se tiver um motor com um pouco mais de potência vai para ele, se tiver peças novas para a aerodinâmica e for uma só, também fica para o Alonso.”