Massa lembra kaká que o mais importante é sentir-se feliz onde se está

liviooricchio

15 de janeiro de 2009 | 15h28

15/I/09
Livio Oricchio, de Madonna di Campiglio, Itália

Como esportista de alto nível que é também, não poderia ser diferente: a imprensa italiana questionou Felipe Massa, ontem, sobre o que o seu “conterrâneo”, Kaká, deveria fazer, permanecer no Milan ou aceitar a oferta de 15 milhões de euros por ano do Manchestes City, da Inglaterra: “Tenho certeza de que ele deve estar pensando vou, não vou, mas se tivesse de dizer algo diria que o mais importante é sentir-se feliz onde se está”.

E é esse prazer em pilotar para a Ferrari que faz Massa encher-se de entusiasmo para responder ao diretor da equipe, Stefano Domenicali, que o definiu, quarta-feira, como um profissional maduro para ser campeão do mundo. “Nunca me senti, de fato, tão forte, mas sempre há o que aprender, em especial numa temporada como esta, com tantas mudanças. A maioria dos pilotos vai começar do zero, nosso maior desafio este ano será compreender logo as novas regras e tornar o carro competitivo para disputar o título.”

Massa e seu companheiro, Kimi Raikkonen, conversaram bom tempo com a imprensa internacional, ontem na estação de esqui de Madonna de Campiglio, na Itália, que recebeu a visita de Bernie Ecclestone, o promotor da Fórmula 1. Além da condução no limite, haverá ainda maior interatividade do piloto com o carro este ano. Caberá a eles definir o momento de utilizar o sistema de recuperação de energia (Kers), capaz de lhes dar entre 60 e 80 cavalos a mais de potência, e escolher o grau de inclinação do aerofólio dianteiro, por exemplo.

“Sim, será bem diferente, nem tanto pelo que esses novos recursos significam porque logo nos habituamos, mas porque pelo que percebi exigirá que pilotemos de outra maneira, quando os pneus (agora lisos) se desgastam os carros estão escorregando bem mais”, explicou Massa.

Já Raikkonen evitou, como sempre, qualquer discussão sobre seu modo particular de ver a vida. Domenicali afirmou quarta-feira que ele vive em outro planeta. Os jornalistas desejaram saber como é lá. “Eu gosto, não tenho queixas”, respondeu. Se ano passado Raikkonen começou a temporada sem considerar Massa um sério adversário para disputar o título, desta vez deverá ser diferente: “Sempre o vi como muito rápido, seu campeonato ano passado não me surpreendeu e agora está mais maduro”.

Ecclestone falou “não estar em missão diplomática”, mas talvez se encontre na Itália com Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari e da associação das equipes, Fota. E já ontem o dirigente antecipou a resposta a Montezemolo que, com certeza, cobrará maior participação dos times na arrecadação da Formula One Management (FOM), empresa de Ecclestone. “A Fota reduziu os custos de se competir na Fórmula 1, portanto não preciso lhes pagar mais”, afirmou, rindo.

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