Massa na Ferrari em 2007 e 2008

liviooricchio

28 de agosto de 2006 | 14h31

Felipe Massa venceu sua primeira corrida na Fórmula 1. A Ferrari confirmou que anuncia seus pilotos no GP da Itália, dias 8, 9 e 10, em Monza. O que muda no futuro do mais jovem piloto a vencer pela Ferrari?
Nada. Luca di Montezemolo, presidente da empresa, e Jean Todt, diretor-geral, os responsáveis pela definição dos pilotos da equipe, já haviam decidido renovar seu contrato depois de ouvir de Michael Schumacher, em seguida ao GP do Canadá, no início de julho, que se retiraria das pistas.
Kimi Raikkonen já estava de contrato assinado na época, final de junho. Restava apenas saber o que aconteceria com Massa. E seu futuro dependia do que Schumacher desejava para si. É por isso que, nas últimas provas, todas as vezes que a imprensa internacional perguntou para Massa se permaneceria na Ferrari, sua resposta sempre foi: “Estou tranquilo quanto ao meu futuro,” Já havia acertado com o time italiano.
A única coisa que poderia mudar o anúncio da dupla Kimi Raikkonen e Felipe Massa, em Monza, é uma eventual revisão de Schumacher com relação ao que deseja da vida. E o alemão, segundo fonte altamente confiável, colocou em dúvida, no início do mês, se pretende mesmo parar de correr, ao contrário do que afirmara. Não quer ser o companheiro de Raikkonen em 2007. Mas também não gostaria de abandonar sua grande paixão: a velocidade. Para continuar, terá de aceitar dispor das mesmas condições de Raikkonen, que chega à Ferrari com uma fome de leão para vencer. Perder a disputa no último ano de Fórmula 1 não é algo que convém a Schumacher, principalmente porque Raikkonen só assinou depois de garantias escritas de que o tratamento será o mesmo para os dois pilotos.
Não há indícios fortes de que Schumacher reveja sua postura. Competir por outra escuderias está descartado, conforme sempre afirmou. Por isso Massa, salvo surpresa, pouco provável mas não impossível, será confirmado na Ferrari não só para a temporada de 2007 mas a de 2008 também. Sua evolução como piloto, em especial depois de a Ferrari e a Bridgestone cresceram também, a partir do GP dos EUA – a performance na Hungria, sob chuva, foi exceção – mais que justificam a renovação de seu compromisso. Ano que vem, mais experiente, tem boas chances de vencer bem mais corridas e recolocar o Brasil de volta na luta pelo título.

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