Massa, na pole, tem chance de assumir a liderança do Mundial

liviooricchio

27 de setembro de 2008 | 13h17

27/IX/08
Livio Oricchio, de Cingapura

Se largar na pole position no circuito Marina Bay é mesmo meio caminho andado para vencer o GP de Cingapura, pelas dificuldades de ultrapassagem, Felipe Massa, da Ferrari, pode começar a pensar seriamente em assumir a liderança do campeonato. Conquistou, ontem, brilhantemente, a quinta pole na temporada, a 14ª na carreira.

A corrida, hoje, a primeira à noite na história da Fórmula 1, será longa, difícil e espera-se que o safety car entre na pista. Lewis Hamilton, da McLaren, larga em segundo, e está apenas um ponto à frente de Massa na classificação do Mundial, 78 a 77, o que dá a chance ao piloto da Ferrari ser primeiro no campeonato.

Talvez seja a pole mais importante de Massa. Mas seu desafio, hoje, ao longo das 61 voltas da corrida é enorme. “O circuito é bastante difícil, manter-se concentrado o tempo todo será dez vezes mais importante que em outro lugar, há mais curvas que em Mônaco”, comentou Massa. Fernando Alonso, da Renault, 15º no grid, acredita que o vencedor será conhecido apenas no final da corrida. “Será do tipo tumultuada, não há área de escape, o asfalto ondulado demais, vários deverão tocar nos muros e o safety car deverá ser acionado.”

Massa estava até emocionado com o seu trabalho: “É maravilhosa a sensação de completar uma volta tão perfeita, contornar cada curva no limite, tirar o máximo do carro”, disse. “Agora é fazer tudo para vencer a corrida, entrar para a história, por ser a primeira com iluminação artificial, e avançar na luta pelo título.”

O tempo de Massa na última parte do treino e que lhe deu a pole position impressionou: 1min44s801, nada menos de 664 milésimos mais rápido que o inglês, enorme para os padrões da Fórmula 1. Massa fez a pole nos três últimos circuitos de rua, Mônaco, Valência e agora Cingapura. O que fica no ar com o resultado de ontem é a estratégia adotada pelos pilotos, quem tem mais ou menos gasolina no carro. “Levinho não estou, confio na minha estratégia”, comentou Massa.

O que poderá ser decisivo para o vice-líder obter mais pontos do que Hamilton é a presença de Kimi Raikkonen, seu companheiro de Ferrari, na terceira colocação. O finlandês, atual campeão do mundo, está em quarto no campeonato, com 57 pontos, 20 a menos de Massa a quatro etapas do encerramento da temporada. É a típica situação em que Raikkonen poderá, dependendo de como a prova se desenvolver, ser útil a Massa. “Se ele conseguir ultrapassar o Hamilton seria ótimo”, falou Massa.

A largada do GP de Cingapura poderá ser determinante para o andamento da corrida de Massa. Raikkonen não tem nada a perder se for arrojado para tentar ganhar a posição de Hamilton no fim da reta dos boxes, na freada da primeira curva. Já o inglês da McLaren não poderá bater rodas com o finlandês. Se ficar de fora da competição, com Massa em primeiro, o título ficará bem mais difícil. “Não é a colocação que desejava”, afirmou Hamilton, visivelmente perturbado.

O polonês Robert Kubica, da BMW, largará em quarto, e tem chances, ainda, de ser campeão, pois ocupa a terceira colocação no Mundial, com 64 pontos. Quem poderia ajudar Hamilton, seu parceiro de McLaren, Heikki Kovalainen, sai em quinto. O piloto revelação da Fórmula 1, o alemão Sebastian Vettel, de 21 anos, da Toro Rosso, vencedor da última etapa, em Monza, deu outra mostra do seu talento, ontem, ao obter o sétimo tempo, enquanto o parceiro, Sebastien Bourdais, foi 17º.

Nelsinho Piquet, da Renault, não esteve bem e começa o GP de Cingapura em 16º, enquanto Rubens Barrichello, da Honda, é o 18º no grid. A TV Globo tramsmite a 15ª prova do calendário ao vivo a partir das 9 horas, 20 horas de Cingapura.

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